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04/06/2010 - 08h57

BP tenta 'tampar' vazamento

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou pela segunda vez uma viagem à Indonésia e à Austrália para tratar do vazamento de petróleo provocado pela explosão de uma plataforma operada pela BP no Golfo do México, iniciado há mais de seis semanas.

Obama deverá visitar a região nesta sexta-feira pela terceira vez desde o início da crise para avaliar os estragos causados pelo óleo.

Em entrevista à rede de TV americana CNN na quinta-feira à noite, o presidente afirmou estar "furioso" com a BP. A Casa Branca enviou uma fatura de US$ 69 milhões para a empresa, para cobrir parte dos custos com a limpeza.

A BP afirmou que até agora os prejuízos com o vazamento já somam US$ 990 milhões.

Progressos A petroleira disse ainda ter avançado na instalação de uma espécie de tampa sobre um poço, que possibilitará a canalização de parte do vazamento para navios na superfície.

Um vídeo mostra a tampa sendo colocada contra a pressão provocada pelo vazamento de petróleo e gás. Mas, segundo os engenheiros da empresa, poderão ser necessárias até 24 horas para avaliar se a tentativa deu resultados.

O oleoduto fica a quase 1,5 km de profundidade, no fundo do mar, e a pressão da água dificulta a operação.

Segundo a Guarda Costeira americana, a tampa seria uma solução parcial e temporária.

As ações da BP subiram 4% na manhã desta sexta-feira nas bolsas europeias.

Reunião com acionistas O principal executivo da BP, Tony Hayward, deve se reunir com acionistas nesta sexta-feira.

A petroleira afirmou que só espera conter totalmente o vazamento em agosto, quando será completada a construção de dois outros poços de escape próximos ao local do vazamento.

Na primeira fase desta última tentativa de conter o vazamento, um robô-submarino cortou o oleoduto danificado com uma espécie de tesoura gigante.

A tampa em formato de funil foi colocada sobre o oleoduto e, se o procedimento for bem-sucedido, ela deveria melhorar a coleta do óleo e a BP poderia estocá-lo em um navio na superfície.

Hayward admitu que a técnica nunca foi tentada antes, e que há muitas dificuldades pela frente.

O vazamento no Golfo do México começou no último dia 20 de abril, quando a plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, explodiu, causando a morte de 11 trabalhadores.

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