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05/06/2010 - 08h46

Israel diz que invadiu sem violência navio que levava ajuda à Gaza

Israel afirmou que invadiu neste sábado, sem registro de violência, o navio Rachel Corrie, que leva ajuda humanitária à Faixa de Gaza e afirmava pretender furar o bloqueio israelense ao território palestino.

O navio de bandeira irlandesa que leva 11 ativistas, irlandeses e malaios, além da tripulação, está sendo levado ao porto israelense de Ashdod.

"A marinha israelense entrou no navio e este ruma ao porto de Ashdod. Isto (a operação) ocorreu tranquilamente, sem violência e de comum acordo com as pessoas a bordo. O navio deve chegar (ao porto) em algumas horas", disse o porta-voz do governo israelense Moro Eisin.

Israel afirma que, antes de invadir o barco, enviou quatro mensagens por rádio pedindo para que este mudasse sua rota para Ashdod, mas recebeu resposta nenhuma.

Ativistas O governo do país diz querer verificar a carga de ajuda, que inclui cimento, cadeiras de roda, equipamentos médicos, giz de cera e cadernos, antes de entregá-la a Gaza, confiscando mercadorias que alega poderem ser utilizados para fins militares, como material de construção e metal, por exemplo.

Os ativistas a bordo do navio ainda não se manifestaram à imprensa.

Eles seriam parte da frota de seis barcos interceptada por militares israelenses em águas internacionais, na última segunda-feira em uma operação que resultou na morte de nove ativistas, oito turcos e um americano, e recebeu grande condenação internacional.

O incidente provocou uma onda de críticas internacionais, e o Conselho de Segurança da ONU emitiu declaração pedindo que o caso seja investigado imediatamente, de forma "imparcial, crível e transparente".

Estados Unidos O governo americano havia manifestado sua preocupação com a possibilidade de mais violência ocorra no caso do Rachel Corrie e acrescentou que o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza é "insustentável".

Os Estados Unidos dizem também esperar ver alguma participação internacional na investigação a ser conduzida por Israel sobre o incidente com a frota que foi atacada na segunda-feira.

O governo de Israel já descartou publicamente a possibilidade de uma inquérito internacional sobre o ocorrido.

Turquia Na sexta-feira, o governo da Turquia indicou que está estudando a possibilidade de reduzir relações com Israel devido ao incidente de segunda-feira.

Manifestando seu descontentamento com a ação israelense, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, sugeriu que os israelenses desrespeitaram os preceitos de sua própria religião no ataque à frota.

"Estou me dirigindo a eles (israelenses) em sua própria língua. O Sexto Mandamento diz 'Não Matarás'. Não entenderam?", disse Erdogan em um discurso a simpatizantes de seu partido.

"Eu vou falar de novo. Vou falar em inglês: 'Thou Shall Not Kill'. Ainda não entenderam? Então vou dizer a vocês em sua própria língua. Vou dizer em hebreu 'Lo Tirtzakh'." O bloqueio a Faixa de Gaza é mantido por Israel desde que o grupo Hamas assumiu o controle do território em 2007.

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