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07/06/2010 - 19h10

Americano de 22 anos é preso por vazar vídeo de ataque no Iraque

Um analista militar dos Estados Unidos, Bradley Manning, foi preso sob suspeita de vazamento de um vídeo secreto para um site de denúncias, mostrando um ataque americano no Iraque, em 2007.

Manning, de 22 anos, foi detido no Iraque e está sendo mantido preso no Kuweit, aguardando mais investigações.

O vídeo mostra um ataque de helicópteros americanos em julho de 2007 em Bagdá no qual 12 pessoas morreram e foi postado no site WikiLeaks, que alegou mostrar militares americanos disparando contra civis iraquianos.

O WikiLeaks não confirmou que Manning foi a fonte das imagens postadas. A notícia de sua prisão foi divulgada em primeiro lugar no site Wired.com.

O ex-hacker Adrian Lamo afirmou que entregou Manning para as autoridades por temer pela segurança nacional dos Estados Unidos. Lamo afirmou que Manning se vangloriou para ele, contando como vazou as informações para a WikiLeaks.

Na transmissão, soldados americanos no solo podem ser ouvidos falando sobre duas crianças feridas e combinando a transferência das duas para um hospital.

O Pentágono não contestou a autenticidade do vídeo, mas está tentando descobrir a fonte das imagens.

Na época do ataque os militares americanos afirmaram que os helicópteros estavam envolvidos em operações de combate contra forças hostis.

Confinamento Em uma declaração, o Exército dos Estados Unidos no Iraque informou que Manning foi colocado "em confinamento antes do julgamento por, supostamente, divulgar informação secreta".

Os responsáveis pela WikiLeaks afirmam que as imagens foram feitas com câmeras em helicópteros Apache dos Estados Unidos. Eles afirmam que decifraram as imagens mas não revelaram qual foi a fonte.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington David Willis, o site WikiLeaks se descreve como uma organização sem fins lucrativos, financiada por ativistas de defesa dos direitos humanos, jornalistas investigativos e o público em geral.

Desde seu lançamento, há quatro anos, o site conseguiu formar uma rede global de denunciantes, que são as fontes para os documentos e vídeos publicados no site.

Manning teria alegado para o ex-hacker Adrian Lamo que, além das imagens do ataque em Bagdá em 2007, ele também foi o responsável pelo vazamento para o site de imagens de um ataque aéreo americano no Afeganistão, que o governo local alega ter matado quase cem civis.

O especialista militar também teria afirmado ter vazado milhões de documentos secretos, incluindo um no qual o site WikiLeaks é classificado como uma ameaça à segurança.

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