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07/06/2010 - 12h34

Indiana diz ter achado na Holanda filho sequestrado há 11 anos

Um casal que vive em uma favela na cidade de Chennai (antiga Madras), no sul da Índia, está travando uma batalha judicial para conseguir acesso a um menino de 12 anos na Holanda que eles acreditam ser seu filho, sequestrado em 1999.

O menino foi adotado por um casal holandês de origem indiana por meio de uma agência de adoções malaia, supostamente envolvida com uma rede de tráfico de crianças. Durante investigações da polícia indiana sobre as atividades da agência foram encontradas fotos de crianças sequestradas. Uma delas foi identificada por Nagarani Kathirvel como seu filho S. K., desaparecido aos 18 meses.

O garoto, que recebeu outro nome da família adotiva, R.S., vive hoje na cidade holandesa de Almere.

A família Kathirvel agora quer a realização de um teste de DNA para provar que R. S. é mesmo S. K. Audiência Uma audiência foi marcada para o dia 15 de junho, num tribunal na Holanda. Nagarani, de 35 anos, deixará pela primeira vez a favela em Chennai para comparecer ao tribunal.

Ela espera conseguir então colocar um ponto final em sua busca de mais de uma década. A indiana, que irá viajar à Holanda com seu marido, conta que o filho desapareceu em uma noite quente de outubro de 1999, quando a família decidiu dormir em colchões colocados no lado de fora de casa. Nagarani acordou no meio da noite e descobriu que o filho havia sumido.

Suas buscas pelo seu paradeiro tiveram um alento em 2005 com as investigações sobre a agência de adoções malaia. Desde então, ela vem tentando provar que o menino adotado pelo casal holandês é seu filho.

Exame de DNA

O casal, que pagou o equivalente a R$ 35,5 mil pela adoção do menino, inicialmente se mostrou receptivo a Nagarani, já que eles não tinham conhecimento de que a criança adotada por eles poderia ter sido sequestrada.

Mas posteriormente eles passaram a temer que a família indiana pudesse pedir a guarda do menino e se negaram a fornecer voluntariamente amostras para o exame de DNA. Segundo a advogada que representa a família Kathirvel na Holanda, Esther Schoneveld, eles não estão buscando uma revisão do processo de adoção.

"O que eles querem é apenas o direito a visitar o menino e receber informações periódicas sobre ele", disse ela à BBC Brasil. Segundo a advogada, a família tem "99% de certeza" de que o menino adotado pelo casal holandês é o seu filho sequestrado em 1999.

Arun Dohle, da organização internacional Against Child Trafficking (ACT), que está auxiliando a família indiana, diz que o caso é uma "grande tragédia humana" e que o casal holandês também é vítima.

Outros dois casos semelhantes acompanhados pela ACT, de crianças sequestradas em Chennai e adotadas na Austrália e nos Estados Unidos, estão em um estágio menos avançado do que o do menino adotado na Holanda, e ainda aguardam informações das autoridades policiais locais. Acredita-se que possa haver ainda muitos outros casos parecidos, já que a agência de adoções investigada intermediou mais de 350 adoções de crianças indianas por casais no exterior.

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