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09/06/2010 - 14h43

Bird eleva previsão e estima alta de 6,4% do PIB em 2010

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, o Banco Mundial (Bird) elevou as previsões de crescimento da economia brasileira neste ano e no próximo, para 6,4% e 4,5%, respectivamente.

A entidade disse que o país se beneficiou de "políticas macroeconômicas expansionistas que impulsionaram a demanda interna, contribuindo para um rápido declínio na capacidade ociosa e nos mercados de trabalho pressionados".

Em janeiro, quando o Banco Mundial estimara que a economia brasileira cresceria 3,6% neste ano e 3,9% no próximo, o relatório da entidade destacava os efeitos dos incentivos fiscais para o setor automotivo e da manutenção dos juros baixos.

Desta vez, a realidade é diferente: o Banco Central já voltou a elevar a taxa básica de juros, e o governo acabou com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre alguns produtos, adotada para estimular o consumo.

Ainda assim, ao rever suas previsões nesta quarta-feira, o banco destacou que o crescimento brasileiro neste ano será "particularmente robusto".

A revisão para cima feita pelo Banco Mundial segue conclusões semelhantes tomadas por outras entidades. No fim do mês passado, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que o país deve crescer 6,5% neste ano e 5% em 2011.

Na terça-feira, o governo comemorou os resultados do crescimento do PIB a "ritmo chinês" no primeiro trimestre. Entre janeiro e março últimos, o país se expandiu 9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Locomotiva emergente As boas perspectivas para o Brasil são divulgadas junto com uma série de previsões que também antecipam uma melhora no ambiente global. Entretanto, a entidade apontou claramente para uma diferença entre o desempenho dos países emergentes.

Para a economia global, as previsões são de aumento de 3,3% tanto neste ano e quanto no próximo (contra estimativas anteriores de 2,7% e 3,2%, respectivamente).

Para os emergentes, as previsões são de crescimento de 6,2% em 2010 e 6% em 2011.

Já esses números para os países de renda alta são de uma expansão de 2,3% neste ano - insuficiente para reverter a queda de 3,3% registrada em 2009 - e 2,4% em 2011.

Porém, o Bird destacou que o futuro de emergentes e ricos não está dissociado. O relatório chama atenção para o fato de que os "estreitos vínculos comerciais e financeiros" entre esses dois grupos de países significa que o primeiro grupo pode "sentir sérios efeitos em cascata" da crise da dívida nos primeiros.

"Os países em desenvolvimento não estão imunes aos efeitos da crise da dívida soberana de alta renda", afirmou, em um comunicado distribuído à imprensa, o gerente de Macroeconomia Global da instituição, Andrew Burns.

"Mas prevemos que muitas economias continuem a se sair bem se focarem estratégias de crescimento, facilitarem a realização de negócios ou tornarem a despesa mais eficiente. A meta é assegurar que os investidores continuem a distinguir entre seus riscos e os dos países de renda alta." Para o economista-chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, o melhor desempenho dos países emergentes em um mundo em crise é "reconfortante".

"No entanto, para essa recuperação perdurar, os países de alta renda deverão aproveitar as oportunidades oferecidas pelo crescimento mais sólido dos países em desenvolvimento."

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