UOL Notícias Notícias
 

09/06/2010 - 06h01

Sanções da ONU põem Irã no caminho da 'confrontação', diz embaixador iraniano

O Irã disse nesta quarta-feira que a votação de mais uma rodada de sanções contra o país no Conselho de Segurança da ONU lhe deixa "sem outra alternativa a não ser a confrontação" com países do órgão. 

Raio-x do Irã:

  • Nome oficial: República Islâmica do Irã
    Capital: Teerã
    Tipo de governo: República Teocrática
    População: 66.429,284
    Idiomas: Persa e dialetos persas 58%, turcomano e dialetos turcos 26%, curdo 9%, luri 2%, balochi 1%, árabe 1%, turco 1%, outros 2%
    Grupos étnicos: Persas 51%, azeris 24%, e gilakis mazandaranis 8%, curdos 7%, árabes 3%, lurs 2%, balochis 2%, turcomenos 2%, outros 1%
    Religiões: Muçulmanos 98% (xiitas 89% e sunitas 9%), outras (que inclui zoroastras, judeus, cristãos, e bahais) 2%
    Fonte: CIA Factbook

O embaixador iraniano na ONU, Mohammad Khazaei, acusou os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França - membros permanentes do órgão - de "falta de honestidade" ao pressionar pelas sanções e disse que a nova rodada de medidas é "um grande erro".

Segundo informações da agência oficial iraniana, Irna, o embaixador argumentou que "tais ações precipitadas desviam o caminho do diálogo de sua rota natural e indicam que o outro lado escolheu o caminho da confrontação".

"Assim, Teerã não tem outra alternativa a não ser escolher uma forma apropriada de enfrentar o segundo caminho", disse o embaixador.

Sanções As sanções que devem ser aprovadas nesta quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU serão "as mais significativas já aplicadas" contra o Irã, nas palavras da secretária americana de Estado, Hillary Clinton.

Os Estados Unidos rejeitam a argumentação iraniana de que o país está cooperando com a comunidade internacional na questão de seu programa nuclear.

Desde a assinatura de uma proposta de acordo de troca de urânio mediado pelo Brasil e a Turquia, no dia 17 de maio, o Irã tem argumentado que o Conselho de Segurança não tem necessidade de adotar novas medidas contra o país.

Entenda a polêmica envolvendo o programa nuclear do Irã

Especialistas acreditam que o Irã ainda não tem capacidade de fabricar sozinho as varetas de combustível necessárias para o reator de Teerã.

Pelo acordo, o país enviaria urânio com baixo teor de enriquecimento à Turquia e receberia, dentro de um ano, urânio mais enriquecido para ser usado em um reator com finalidades científicas em Teerã.

Segundo Khazaei, o entendimento assinado com Brasil e Turquia "iria abrir um novo caminho para a interação e criar um maior espaço para a cooperação construtiva em nível internacional e regional".

Por isso, disse ele, britânicos, americanos e franceses "não estão sendo honestos" em seu diálogo com outros membros do Conselho de Segurança ao rejeitar o acordo.

O embaixador acusou ainda os três países de adotar "dois pesos e duas medidas" ao tolerar o comportamento de Israel - país que nunca assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e é acusado de possuir armas nucleares - mas adotar uma "postura dura" contra o Irã, que alega não ter esse tipo de tecnologia.

O embaixador lembrou ainda que os Estados Unidos evitaram condenar Israel após o ataque a uma frota de barcos que levavam ativistas para a Faixa de Gaza, em uma operação que deixou nove mortos e gerou inúmeras críticas ao país entre a comunidade internacional.

 

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,40
    3,279
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,95
    63.257,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host