UOL Notícias Notícias
 

10/06/2010 - 07h33

Acordo de Brasil e Turquia ainda pode ser base para negociar com Irã, diz 'FT'

Um editorial do jornal britânico "Financial Times" afirma que o acordo de transferência de urânio negociado com o Irã por Brasil e Turquia permanece como base para futuras negociações e uma "esperança" de evitar um confronto militar no Oriente Médio, mesmo com a aprovação de sanções contra Teerã no Conselho de Segurança da ONU.

O editorial aprova as sanções contra o Irã na ONU, argumentando que qualquer iniciativa só dará frutos se o Irã "perceber que não tem outra alternativa a não ser negociar".

Entretanto, o "FT" defende que, "se o mundo não quiser caminhar rumo a um conflito militar envolvendo o Irã e Israel, o que seria um desastre para a região e para o mundo, uma solução ainda precisa ser encontrada".
 

Entenda a polêmica envolvendo o programa nuclear do Irã

Especialistas acreditam que o Irã ainda não tem capacidade de fabricar sozinho as varetas de combustível necessárias para o reator de Teerã.


"A melhor esperança é reviver alguma variante das propostas franco-russas ou turco-brasileiras de transferência de urânio", diz o texto.

"Ao votar contra as sanções, os turcos e brasileiros se apresentaram possivelmente como mediadores honestos.".

Outros jornais Na imprensa estrangeira, a maioria dos principais jornais destacou o antagonismo de Brasília e Ancara - os únicos que votaram contra a resolução no Conselho da ONU - em relação aos outros países do órgão.

Nos Estados Unidos, a posição brasileira e turca foi recebida com menos simpatia pelo jornal "The New York Times".

"É difícil ver por que qualquer um deles quereria possibilitar as ambições nucleares do Irã ou se colocar no lado oposto ao das maiores potências do mundo", diz o "NYT" em editorial.

Para o jornal, ao assinar um acordo com o Irã em maio, os dois emergentes foram "manipulados". O diário considera a oposição dos dois países às sanções costuradas pelos Estados Unidos como um "fato perturbador".

O espanhol "El País" argumentou que "a atitude desses dois países prejudicou a imagem de unidade que a comunidade internacional pretendia oferecer nesta crise".

Para o jornal, tal atitude "decepcionou particularmente os Estados Unidos, que tentava desesperadamente estreitar a colaboração com eles".

Já a revista britânica "Economist", em sua edição online, nota que, quando os EUA ignoraram a inciativa de Brasil e Turquia, "muitos pensaram que foi um tapa na cara" desses dois países.

Entretanto, argumenta a revista, o placar da votação acabou dando razão a Washington.

"O Conselho de Segurança já havia pedido em resoluções anteriores que o Irã parasse (seu enriquecimento de urânio); os turcos e brasileiros não tinham, portanto, autoridade para estabelecer um acordo dizendo a Teerã que não era preciso parar este enriquecimento."

 

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,13
    3,270
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,51
    63.760,94
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host