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12/06/2010 - 21h14

Governo interino do Quirguistão dá ordem de atirar para matar

O governo interino do Quirguistão deu neste sábado ordens de atirar para matar para as forças de segurança na tentativa de acabar com os confrontos étnicos que já causaram quase 80 mortes.

Milhares de membros da etnia uzbeque estão fugindo do que dizem ser gangues da etnia quirguiz na cidade de Osh, no sul do país.

Quase mil pessoas também foram feridas nos piores confrontos desde que o presidente Kurmanbek Bakiyev foi deposto, em abril.

A Rússia disse que não irá interferir na crise, apesar de um pedido do Quirguistão.

Segundo o correspondente da BBC, Rayhan Demytrie, há temores de que as autoridades não conseguirão conter a violência sem ajuda internacional.

Gangues Testemunhas uzbeques disseram ao correspondente na fronteira com o Uzbequistão que gangues armadas estão vagando pelas redondezas, matando residentes e queimando casas.

"Nós precisamos de comida, nós precisamos de água. Eu tenho dois filhos e eles não pequenos e preciso de água e comida para sobreviver", apelou uma mulher.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que recebeu relatos de milhares de pessoas fugindo dos confrontos e saques.

"As coisas estão piorando a cada hora", disse o vice-chefe da missão da ONG no Quirguistão em um comunicado enviado à agência de notícias Associated Press.

"A eletricidade foi cortada, o que significa que também não há fornecimento de água. Lojas e mercados estão fechados, gerando temor de falta de comida, principalmente em hospitais e casas de detenção." Rússia A líder interina Roza Otunbayeva fez um pronunciamento em na televisão nacional para dizer que mandou uma carta ao presidente russo Dmitry Medviedev pedindo ajuda militar.

"A situação na região de Osh saiu do controle", disse ela.

"Tentativas de estabelecer um diálogo falharam e os confrontos e turbulências continuam", afirmou. "Nós precisamos de forças externas para conter os confrontos." Uma porta-voz do governo russo, no entanto, disse que Moscou não está preparado para mandar tropas sob as circunstâncias atuais, mas que enviará ajuda humanitária.

"Trata-se de um conflito interno e por agora a Rússia não vê condições para tomar partido na resolução dele", disse.

A localização estratégica dessa ex-república soviética torna o país importante para Estados Unidos, Rússia e China.

EUA e Rússia possuem bases militares no país. A base americana em Manas é considerada vital para as operações do país no Afeganistão.

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