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14/06/2010 - 04h43

Comissão de Israel para investigar ataque a frota terá dois estrangeiros

  • Premiê israelense, Benyamin Netanyahu

    Premiê israelense, Benyamin Netanyahu

O governo de Israel nomeou uma comissão especial para investigar o ataque à frota de barcos de ativistas de direitos humanos que tentava chegar à Faixa de Gaza no dia 31 de maio, um episódio que deixou nove mortos.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, submeterá nesta segunda-feira (14) à aprovação do gabinete israelense a proposta de criação de uma comissão independente para apurar o ataque aos seis barcos que tentavam levar dez mil toneladas de ajuda humanitária ao território palestino, submetido a um bloqueio israelense desde 2007.

Os ativistas dizem que os soldados atiraram sem provocação.

Já Israel afirma que suas tropas agiram em legítima defesa quando foram atacadas ao tentarem entrar em um dos barcos.

Por pressão internacional, Israel concordou em incluir dois estrangeiros entre os cinco membros do grupo: o prêmio Nobel da Paz irlandês David Trimble, que desempenhou um papel crucial no acordo de paz na Irlanda do Norte de 1998, e o promotor militar aposentado canadense Ken Watkin.

A decisão foi um meio caminho para evitar uma investigação internacional sobre o episódio, que Israel já havia rejeitado.

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O presidente da comissão será o juiz israelense Yaakov Tirkel, ex-integrante da Suprema Corte do país.

'Passo importante'
 

Comentando a decisão israelense, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse no domingo que a comissão é "um importante passo adiante".

"Esperamos que a comissão israelense e a investigação militar sejam realizadas logo. Também esperamos que, após o fim dos trabalhos, as conclusões sejam apresentadas publicamente e à comunidade internacional", disse Gibbs.

Segundo o comunicado do gabinete de Netanyahu, as observações da comissão serão apresentadas logo após serem submetidas ao governo, à exceção daquelas cuja publicação "possa causar dano substancial à segurança nacional, as relações internacionais, o bem-estar ou a privacidade de qualquer indivíduo ou os métodos operacionais confidenciais de entidades autorizadas".

"Todos os órgãos do governo cooperação totalmente com a comissão e colocarão à sua disposição a informação e os documentos que ela requerer para cumprir suas funções, incluindo através do testemunho perante a comissão."

 

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