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17/06/2010 - 14h32

Após EUA, União Europeia anuncia ampliação de sanções contra Irã

A União Europeia aprovou nesta quinta-feira uma nova bateria de sanções contra o Irã que vai além das restrições adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, na semana passada, e atinge o estratégico setor de petróleo e gás do país.

Ratificada pelos 27 países do bloco em uma cúpula em Bruxelas, a decisão segue o anúncio feito na quarta-feira pelo governo dos Estados Unidos de que ampliará suas sanções em represália à insistência de Teerã em levar adiante seu polêmico programa nuclear.

As novas sanções proíbem companhias europeias de investir no setor petroleiro e de gás iraniano, além de prestar assistência técnica e transferir tecnologia a essa indústria de importância estratégica tanto para o país como para algumas empresas europeias.

O Irã é o segundo maior exportador de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e possui a segunda maior reserva mundial de gás natural, o que já despertou o interesse das companhias energéticas Gas de France e da austríaca OMV.

As sanções se estendem ao comércio, com a ampliação das restrições aos intercâmbios de produtos de possível uso civil-militar e a proibição à companhia marítima iraniana, Irisil, de operar em águas europeias.

Também as companhias de seguro e instituições financeiras iranianas ficam proibidas de operar em território europeu e se amplia a lista de membros do governo e da Guarda Revolucionária cujos bens e contas bancárias na Europa serão congelados.

Diplomacia Apesar das novas sanções, os líderes europeus reiteraram que estão dispostos a retomar as negociações com as autoridades iranianas a fim de chegar a um acordo que coloque fim às preocupações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Queremos manter aberta a opção diplomática", afirmou o ministro espanhol de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE até o final do mês.

A declaração final da cúpula também diz que a UE "recebe favoravelmente" o acordo negociado pelo Irã com o Brasil e a Turquia, pelo qual o país se dispõe a trocar urânio com baixo nível de enriquecimento por material enriquecido o suficiente para uso civil, mas não militar.

No entanto, o bloco insiste que essa iniciativa "não resolve a questão de fundo" a respeito do programa nuclear iraniano: a dúvida da comunidade internacional a respeito de seu objetivo real.

Ao contrário, os líderes europeus chamam atenção para sua "preocupação crescente", motivada principalmente pela decisão de Teerã de continuar enriquecendo urânio a 20%.

Reformas Durante a cúpula em Bruxelas, os líderes dos países da União Europeia também concordaram com uma série de medidas para tentar fortalecer a moeda comum do bloco e prevenir novas crises financeiras.

O presidente do Conselho Europeu, Bernard van Rompoy, afirmou que os membros da UE concordaram em taxar bancos para assegurar o pagamento por eventuais perdas em futuras crises.

Além disso, resultados de "testes de resistência" sobre a saúde de bancos devem ser publicados no mês que vem, em uma medida que tem o objetivo de restaurar a confiança no sistema financeiro do bloco.

A UE também decidiu aumentar a supervisão sobre o orçamento dos países-membros, além de reforçar as regras para a administração de déficits orçamentários.

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