UOL Notícias Notícias
 

17/06/2010 - 01h25

EUA anunciam ampliação de sanções contra o Irã

Alessandra Corrêa
Em Washington (EUA)

O governo americano anunciou nesta quarta-feira a ampliação das sanções contra o Irã para pressionar o governo de Teerã a interromper seu programa nuclear e disse esperar que outros países façam o mesmo.

Ao anunciar as medidas, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que este é o primeiro passo dos Estados Unidos após a aprovação de uma quarta rodada de sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, na semana passada.

“Nós esperamos ver ações adicionais anunciadas por outros governos em breve”, disse Geithner.
Em entrevista coletiva para detalhar as medidas americanas, ao ser questionado sobre o que o governo dos Estados Unidos espera do Brasil e da Turquia em relação a sanções contra o Irã, o subsecretário para Inteligência Financeira e Terrorismo do Departamento do Tesouro, Stuart Levey, disse esperar que os países cumpram a resolução da ONU.

"Não apenas como membros do Conselho de Segurança, mas também como membros das Nações Unidas, essa é uma resolução obrigatória. Nós temos toda razão de esperar que tanto a Turquia quanto o Brasil, apesar de seu voto, cumpram a resolução fielmente", disse Levey.

O Brasil e a Turquia, que têm vagas rotativas no Conselho de Segurança, sem direito a veto, votaram contra as sanções. O Líbano, também membro rotativo, se absteve de votar. A resolução foi aprovada com o apoio dos outros 12 países que integram o conselho.

Medidas

Segundo Geithner, as sanções americanas incluem novas pessoas e empresas na lista dos que apoiam atividades de proliferação nuclear no Irã.

“Nós estamos acrescentando à nossa lista de entidades sob sanção um número de instituições e indivíduos que estão ajudando o Irã a financiar seu programa nuclear e de mísseis e a evitar sanções internacionais”, disse o secretário do Tesouro.

"Nossas ações de hoje têm o propósito de dissuadir outros governos e instituições financeiras internacionais a lidar com essas entidades e dessa maneira apoiar as atividades ilícitas do Irã”, afirmou Geithner.

As sanções proíbem cidadãos americanos de manter transações com as instituições e pessoas listadas e determina que todos os bens dessas instituições sob jurisdição dos Estados Unidos sejam congelados.

Entre os novos nomes na lista está o do ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, e o do banco iraniano Post Bank.
A lista inclui ainda novas companhias e navios, além da Força Aérea e do Comando de Mísseis da Guarda Revolucionária do Irã.

As sanções também vão afetar outras 22 empresas de petróleo, energia ou seguros que pertencem ou são controladas pelo governo iraniano.

Pressão

“Nas próximas semanas, vamos continuar a aumentar a pressão financeira sobre o Irã”, disse Geithner.
Os Estados Unidos e outros países temem que o Irã planeje desenvolver armas nucleares e exigem que o governo iraniano interrompa seu processo de enriquecimento de urânio e responda às dúvidas sobre seu programa.

O Irã nega as alegações e afirma que seu programa é pacífico. A rodada de sanções aprovada pela ONU na semana passada foi a quarta contra o país.

Até agora, porém, Teerã tem se recusado a interromper seu programa nuclear.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,21
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h35

    0,04
    76.004,15
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host