UOL Notícias Notícias
 

22/06/2010 - 18h04

Juiz dos EUA derruba moratória ao petróleo em águas profundas

Um juiz federal dos Estados Unidos suspendeu nesta terça-feira a moratória de seis meses sobre a exploração de petróleo em águas profundas imposta pelo presidente Barack Obama. A moratória havia sido anunciada em maio pelo governo americano depois do início do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela explosão da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela petroleira britânica BP, em 20 de abril. Na época, o prazo previsto era de um mês, mas em 27 de maio Obama anunciou que estava estendendo a moratória por seis meses. Nesta terça-feira, após receber a notícia da decisão do juiz, a Casa Branca afirmou que apresentar imediatamente um recurso contra a decisão. Segundo o porta-voz Robert Gibbs, Obama acredita que a exploração de petróleo a essa profundidade coloca a segurança dos trabalhadores em um risco que não se pode correr. "O presidente acredita firmemente, assim como o Departamento do Interior e o Departamento de Justiça argumentaram ontem (segunda-feira), que continuar a perfurar a essas profundidades sem saber o que aconteceu não faz o menor sentido e coloca a segurança daqueles envolvidos, nas plataformas, e a segurança ambiental no Golfo em um perigo que o presidente não acredita que nós possamos correr neste momento", disse Gibbs. Impacto Ao justificar sua decisão, o juiz Martin Feldman - da cidade de Nova Orleans, no Estado de Louisiana, um dos mais afetados pelo vazamento de petróleo - disse que a moratória partia do princípio de que, por causa de um único acidente, todas as petroleiras e plataformas envolvidas na exploração em águas profundas representavam um risco iminente. Feldman rejeitou tal ideia, sustentando que a moratória tem um impacto grande demais sobre comerciantes locais para ser justificada. "Uma decisão inválida", disse o juiz, "simplesmente não pode justificar o efeito incomensurável sobre a economia local, a região do Golfo e o aspecto crítico da disponibilidade atual de energia doméstica neste país". A ação contra a moratória foi movida pela empresa Hornbeck Offshore Services, de Louisiana, sob o argumento de que não há provas de que as operações representem perigo. Lobby A decisão ocorre em meio ao forte lobby da indústria petrolífera, incluindo representantes da BP e da Transocean, empresa proprietária da plataforma que explodiu. Empresas que fornecem serviços para as petroleiras envolvidas em exploração em águas profundas também argumentaram que a moratória foi imposta de maneira arbitrária. As estimativas mais recentes são de que entre 35 mil e 60 mil barris estejam sendo despejados diariamente no Golfo do México. Até o momento, a BP tem conseguido capturar apenas em torno de 25 mil barris por dia.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    10h09

    -0,30
    3,159
    Outras moedas
  • Bovespa

    10h12

    1,33
    69.545,97
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host