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26/06/2010 - 15h43

Cúpula do G8 condena Coreia do Norte e Irã

Os líderes dos países do G8 (grupo que reúne as maiores economias do mundo) reunidos em Huntsville, no Canadá, condenaram neste sábado a Coreia do Norte pelo suposto afundamento de um navio de guerra sul-coreano e apoiaram as sanções recentemente adotadas contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

No comunicado divulgado ao final do encontro de dois dias, realizado em um resort a cerca de 215 quilômetros de Toronto, o G8 diz ainda que a situação na Faixa de Gaza "não é sustentável".

No documento, os líderes afirmam que "deploram" o ataque que causou o afundamento do navio militar Cheonan, na Coreia do Sul, em 26 de maio, com um saldo de 46 mortos, e pedem que "medidas apropriadas" sejam tomadas contra os responsáveis.

O texto diz que uma investigação com a participação de especialistas estrangeiros concluiu que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque. A Coreia do Norte nega responsabilidade pelo episódio.

"Nós condenamos, neste contexto, o ataque que levou ao afundamento do Cheonan", diz o comunicado.

Os líderes também afirmam que apoiam a Coreia do Sul "em seus esforços para responsabilizar os culpados" pelo incidente.

Irã O comunicado final da cúpula do G8 diz ainda que a adoção da Resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) "reflete as preocupações da comunidade internacional sobre a questão nuclear iraniana" e pede que todos os países implementem a resolução - que impõe uma quarta rodada de sanções contra o Irã.

O Brasil, que tem uma vaga rotativa no Conselho de Segurança, votou contra a resolução, aprovada no início do mês com o apoio de 12 dos 15 integrantes do conselho (a Turquia também votou contra, e o Líbano se absteve).

Brasil e Turquia haviam negociado um acordo para troca de urânio com o Irã, na tentativa de evitar a imposição das novas sanções.

O acordo, porém, foi considerado insuficiente pelos Estados Unidos e outros países que temem que o Irã esteja tentando secretamente desenvolver armas nucleares - alegação negada por Teerã.

No comunicado, o G8 diz que "acolhe e recomenda todo esforço diplomático" na questão nuclear iraniana, "incluindo aqueles feitos recentemente pelo Brasil e pela Turquia".

No entanto, o G8 diz estar "profundamente preocupado com a contínua falta de transparência do Irã a respeito de suas atividades nucleares e sua declarada intenção de continuar e expandir seu processo de enriquecimento de urânio".

O documento pede ainda que o governo do Irã respeite a lei e a liberdade de expressão.

Economia A reunião do G8 - grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia - começou na sexta-feira com discussões sobre as medidas adotadas pelos países europeus para enfrentar suas crises de déficit orçamentário e dívida pública.

Enquanto as economias europeias defendem as medidas de austeridade recentemente implementadas por vários países, os Estados Unidos já manifestaram o temor de que a retirada prematura das medidas de estímulo possa colocar em risco a recuperação econômica global.

A posição dos Estados Unidos é também defendida pelo Brasil, e a discussão deverá continuar no fim de semana, durante a cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias avançadas e em desenvolvimento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, lidera a delegação brasileira no encontro, realizado em Toronto, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a participação na cúpula para acompanhar de perto o auxílio às vítimas das chuvas no nordeste do Brasil.

Além do ritmo da retirada das medidas de estímulo econômico, a reunião também deverá discutir avanços na reforma do sistema financeiro internacional e a proposta de criar impostos sobre o sistema bancário.

Países como Grã-Bretanha, Alemanha e França já anunciaram medidas domésticas para obrigar seus bancos a contribuir para a prevenção de crises econômicas futuras.

No entanto, a ideia de um imposto global sofre resistências dentro do G20 por parte de vários países, entre eles o Brasil.

Esses países afirmam que seus sistemas financeiros já têm regulação rígida e, por isso, tiveram menos influência na crise econômica mundial do que os dos Estados Unidos ou da Europa.

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