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27/06/2010 - 18h36

Pais de Gilad Shalit iniciam marcha de 12 dias para pressionar por libertação

Milhares de pessoas se juntaram neste domingo aos pais do soldado israelense Gilad Shalit em uma marcha entre o norte de Israel e Jerusalém para marcar o quarto aniversário de sua captura por militantes do grupo radical palestino Hamas.

Shalit, hoje com 23 anos, foi capturado durante batalhas na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza em junho de 2006.

Ele estaria sendo mantido desde então em Gaza pelos militantes, que exigem a soltura de centenas de prisioneiros palestinos por Israel em troca de sua libertação.

Noam e Aviva Shalit, os pais de Gilad, pretendem andar cerca de 200 quilômetros, durante 12 dias, até chegar à casa do primeiro-ministro, Biniyamin Netanyahu, em Jerusalém.

Frustrados com as tentativas fracassadas de libertar seu filho, o casal diz que permanecerá acampado em frente à casa de Netanyahu até que o soldado seja libertado.

Milhares de simpatizantes e familiares acompanharam os Shalits na saída da marcha de sua casa em Mitzpe Hila, perto da fronteira com o Líbano.

Sem contato Desde sua captura, em 25 de junho de 2006, Gilad Shalit é mantido praticamente sem contato com o mundo exterior.

Além de uma gravação de áudio e de um vídeo divulgados pelos seus captores e que pareciam mostrá-lo em boas condições de saúde, há poucas informações sobre sua situação.

Militantes do Hamas, que controla administrativamente a Faixa de Gaza, também recusaram o acesso da Cruz Vermelha Internacional a Gilad Shalit, numa atitude que foi amplamente criticada em Israel e em outros países.

Negociações para a libertação do soldado em troca de prisioneiros palestinos foram interrompidas no ano passado.

A captura de Gilad Shalit foi um dos argumentos usados por Israel para manter o longo bloqueio à Faixa de Gaza.

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Wyre Davies, agora que Israel relaxou o bloqueio, o governo do país espera que Gilad Shalit possa ser libertado.

O bloqueio a Gaza foi relaxado após a repercussão internacional negativa da operação israelense para impedir a chegada a Gaza de uma frota de embarcações com ativistas que estariam tentando furar o bloqueio para entregar ajuda humanitária à região, no dia 31 de maio, e que resultou na morte de nove pessoas.

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