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29/06/2010 - 07h00

China e Taiwan assinam acordo comercial histórico

China e Taiwan assinaram um pacto comercial para eliminação de tarifas que está sendo visto como o mais importante acordo entre as dois desde a guerra civil que separou os governos, há 60 anos.

Centenas de produtos serão beneficiados pelo Acordo de Estrutura de Cooperação Econômica, que deverá aumentar consideravelmente o comércio bilateral, atualmente em US$ 110 bilhões por ano.

Segundo o correspondente da BBC em Xangai Chris Hogg, o acordo traz mais vantagens para Taiwan, mas a China está mais interessada em eventuais benefícios para sua longa campanha pela unificação China e Taiwan.

O acordo está sendo creditado aos esforços do presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, eleito dois anos atrás com a promessa de diminuir a tensão com o continente.

Setor de serviços O acordo foi assinado na cidade de Chongqing, no continente chinês. O enviado taiwanês, Chiang Pin-kung, disse que o acordo representava "um momento crucial no desenvolvimento das relações a longo prazo".

Atualmente, Taiwan exporta cerca de US$ 80 bilhões para a China, e importa cerca de US$ 30 bilhões do continente.

Sob o novo acordo, cerca de US$ 14 bilhões em produtos taiwaneses terão suas tarifas reduzidas ou eliminadas. As empresas da ilha também vão ganhar acesso a uma série de setores de serviços no continente, entre eles o bancário e o das seguradoras.

No caso da China, apenas US$ 3 bilhões em produtos exportados terão tarifas reduzidas.

A correspondente da BBC em Taipei Cindy Sui disse que o acordo é claramente vantajoso para Taiwan, mas muitos na ilha temem que o pacto torne Taiwan economicamente dependente da China e, consequentemente, vulnerável politicamente.

Muitos também desconfiam dos motivos por trás da decisão chinesa, argumentando que Pequim espera usar a medida para conquistar o apoio das grandes empresas de Taiwan.

Houve protestos nas ruas em Taiwan contra o acordo, mas pesquisas de opinião sugerem que a maioria dos moradores da ilha são favoráveis à medida.

Segundo Chris Hogg, os chineses do continente estão entusiasmados com o acordo, que é visto como uma forma de apertar os laços com Taiwan e de conquistar corações e mentes dos taiwaneses.

O premiê chinês, Wen Jiabao, já havia dito que seu país "pode abrir mão de nossos lucros porque os compatriotas taiwaneses são nossos irmãos".

A relação entre os dois lados esteve estremecida durante décadas.

Taiwan e a China têm governos separados desde o fim da guerra civil, em 1949.

O local da assinatura do acordo, Chongqing, tem ressonância histórica. O líder comunista Mão Tse-Tung e o presidente nacionalista Chiang Kai-shek fracassaram na tentativa de assinar um armistício na cidade. Chiang foi forçado a fugir para Taiwan em 1949.

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