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29/06/2010 - 18h44

EUA e Rússia dizem que prisões por espionagem não devem afetar relação

Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia disseram nesta terça-feira que esperam que a prisão nos Estados Unidos de 11 pessoas sob suspeita de espionar para a Rússia não prejudique as relações entre Moscou e Washington.

"Espero que a (dinâmica) positiva que foi alcançada ultimamente nas relações entre os dois países não sofra devido aos últimos acontecimentos. Nós esperamos que as pessoas que valorizam as relações entre russos e americanos entendam isto", afirmou o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, em Moscou.

O tom das declarações coincidiu com as feitas em Washington pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Ele disse que não acredita que as relações bilaterais serão afetadas. "Acho que conseguimos um novo começo", afirmou, ressaltando a colaboração entre Estados Unidos e Rússia em relação à Coreia do Norte e o Irã.

Dez pessoas foram presas nos Estados Unidos e uma foi detida na Ilha de Chipre, acusadas de conspiração por agirem como agentes de um governo estrangeiro, o que pode levar a uma pena máxima de cinco anos de prisão.

Alguns dos detidos também enfrentam acusações de lavagem de dinheiro, cuja pena máxima de prisão chega a 20 anos.

'Fora de controle' O Ministério do Exterior russo afirmou que as acusações dos Estados Unidos não têm fundamento e representam uma volta aos tempos da Guerra Fria.

A chancelaria divulgou uma declaração nesta terça-feira afirmando que entre os detidos nos Estados Unidos estão cidadãos russos, mas insistiu que eles não fizeram nada contra os interesses dos Estados Unidos.

A declaração ainda afirma que quer que os americanos demonstrem "compreensão apropriada", levando em conta o "caráter positivo" das relações entre os dois países.

As prisões ocorreram dias depois de uma visita do presidente russo, Dmitry Medvedev, a Washington, na qual a relação entre os dois países parecia estar melhor do que nunca.

Os 11 suspeitos detidos seriam parte de uma operação na qual agentes posavam como cidadãos comuns, alguns vivendo juntos como casais há anos.

Eles teriam sido treinados pelo Serviço Secreto Estrangeiro da Rússia para se infiltrar nos círculos de política e coletar informações, segundo documentos entregues na Justiça americana.

As autoridades dos Estados Unidos afirmam que a operação de espionagem foi descoberta em uma investigação que durou vários anos.

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