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30/06/2010 - 20h29 / Atualizada 30/06/2010 - 20h37

Candidato de Merkel é eleito novo presidente da Alemanha

O candidato apoiado pela chanceler alemã Angela Merkel, Chistian Wulff, foi eleito nesta quarta-feira o novo presidente da Alemanha, em uma votação realizada após dois turnos em que nenhum dos postulantes havia conseguido alcançar a maioria absoluta dos votos.

Wulff conseguiu derrotar seu principal oponente, o ativista de direitos humanos Joachim Gauck, por 625 votos a 494 no terceiro turno de um pleito realizado por um colégio eleitoral composto por 1.244 representantes eleitos.

O candidato governista era considerado o favorito, já que a coalizão de centro-direita liderada por Merkel tem a maioria no colégio.

Ainda assim, sem apoio de alguns integrantes da coalizão, ele só conquistou o cargo depois de três rodadas de votos - situação ocorrida apenas duas outras vezes em todo período pós-guerra.

Pressão O cargo de presidente na Alemanha tem função principalmente cerimonial. Ainda assim, a vitória difícil deixa Merkel em situação complicada.

O jornal Die Zeit qualificou o resultado de "humilhação para o governo". Para o diário Bild, o pleito foi "uma grande bofetada na coalizão governista".

Na primeira votação, faltaram 23 votos para Wulff conquistar a maioria absoluta dos votos necessária. Na segunda votação, oito votos a menos impediram sua vitória.

Na terceira rodada, que exigia maioria simples, Wulff finalmente conseguiu vencer os outros três candidatos - Gauck e dois representantes de partidos menores, um de extrema-esquerda e outro de extrema-direita.

O governo da chanceler alemã Angela Merkel está sob crescente pressão em decorrência de disputas internas Além disso, sua popularidade vem caindo após o anúncio de cortes nos gastos públicos, adotados para enfrentar a crise de déficit orçamentário na zona do euro.

No início do mês, o governo da Alemanha anunciou o maior pacote de austeridade do país desde a Segunda Guerra Mundial, com a impopular promessa de cortar de 80 bilhões de euros (cerca de R$ 171 bilhões) no orçamento nos próximos quatro anos.

Polêmica A eleição desta quarta-feira foi convocada depois de Horst Köhler ter deixado a Presidência do país, em 31 de maio.

Ele pediu a renúncia do cargo após a repercussão negativa de declarações que deu sobre o papel do Exército alemão.

Após uma breve visita ao Afeganistão, Köhler deu uma entrevista a uma emissora de rádio em que associou as missões militares alemãs no exterior à defesa de interesses econômicos do país.

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