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01/07/2010 - 18h08 / Atualizada 01/07/2010 - 18h17

Israel aceita libertar mil palestinos por Gilad Shalit, diz premiê

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, confirmou nesta quinta-feira que o governo do país aceita a proposta de trocar mil prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalid, que foi capturado por ativistas palestinos em junho de 2006.

As negociações para a libertação de Shalit entraram em colapso no fim de 2009, depois que representantes de Israel e do Hamas, que controla a Faixa de Gaza - onde o soldado desapareceu - não conseguiram chegar a um acordo sobre a lista de prisioneiros a serem libertados por Israel.

Na ocasião, um medidor alemão, cuja identidade nunca foi revelada, sugeriu a troca de mil palestinos por Shalit, hoje com 23 anos.

"A oferta do mediador alemão, com a qual nós concordamos, pedia a libertação de mil terroristas. Esse é o preço que eu estou disposto a pagar para trazer Gilad para casa", disse Netanyahu em um pronunciamento na TV israelense.

Segundo ele, a oferta de troca feita em dezembro estava "pronta para implementação imediata", mas Netanyahu disse não ter recebido nenhuma resposta do Hamas.

Preço 'alto' "O Estado de Israel está pronto para pagar um preço alto pela libertação de Gilad Shalit, mas não pode dizer 'a qualquer custo'. Esta é a verdade (...). Vamos continuar com todos os esforços (...) para trazer Gilad, querido de todos nós, de volta para casa. Mas vamos fazer isso enquanto garantimos firmemente a segurança dos cidadãos israelenses", disse o premiê.

Netanyahu ressaltou que só exige que os palestinos respeitem duas exigências israelenses para que a troca seja implementada: que prisioneiros que forem libertados não possam ir para a Cisjordânia e que os principais detentos, os considerados mais perigosos, não sejam incluídos no acordo.

"Continuo com dois princípios - os terroristas não podem retornar para Judeia e Samaria (Cisjordânia) e nenhum terrorista de maior importância será libertado", disse o premiê.

Netanyahu disse que a experiência mostrou que muitos militantes palestinos que foram soltos anteriormente voltaram à violência.

"O caso mais famoso é o 'Acordo Jibril', no qual 1.150 (palestinos) foram libertados. Quase metade voltou para o terrorismo", disse Netanyahu.

Outro lado Um porta-voz do Hamas Ayman Taha rejeitou a proposta confirmada por Netanyahu nesta quinta-feira.

"Netanyahu está sendo dissimulado a respeito do que foi proposto e, através desta dissimulação, ele está tentando evitar a opinião pública israelense que o está pressionando para concluir um acordo para Shalit." "O problema não é o número de prisioneiros que serão libertados. O problema é com os nomes daqueles que Netanyahu se recusa a libertar e com a deportação que ele ordenou, que impede que estes prisioneiros voltem para casa", afirmou.

No domingo, a família de Gilad Shalit iniciou uma marcha entre o norte de Israel e Jerusalém para marcar o quarto aniversário de sua captura por militantes do grupo radical palestino Hamas.

Chegando a Jerusalém, eles pretendem acampar em frente ao gabinete do primeiro-ministro até que o soldado volte para casa.

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