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04/07/2010 - 13h47 / Atualizada 04/07/2010 - 13h51

General Petraeus assume comando militar no Afeganistão

O general americano David Petraeus assumiu formalmente neste domingo o comando da força internacional de 130 mil homens que luta contra a insurgência no Afeganistão.

O general, cuja estratégia no Iraque recebeu elogios e diminuiu a violência, assumiu o comando da missão em uma modesta cerimônia militar em Cabul.

Esperando repetir o sucesso alcançado no Iraque, o general insiste que a Otan e o governo afegão têm que trabalhar lado a lado.

A tarefa de trazer estabilidade ao Afeganistão é árdua. Junho foi o mês com maior número de mortes de soldados estrangeiros desde 2001, com 102 militares mortos.

O general Petraeus já avisou que os militantes do Talebã são confiantes e resistentes, e que ele assume o comando no momento em que a guerra entra em uma fase difícil, disse o repórter da BBC em Cabul Quentin Sommerville.

O general Petraeus chegou ao Afeganistão na sexta-feira à noite e passou o sábado se reunindo com oficiais militares americanos e afegãos, entre outros.

Determinação Na cerimônia deste domingo, o general assumiu o comando diante das tropas de mais de 40 países que formam a Força Internacional de Assistência e Segurança (Isaf, na sigla em inglês).

"Estamos envolvidos em uma dura batalha. Depois de anos de guerra, chegamos a um momento crítico", disse ele aos militares reunidos do lado de fora do quartel general da coalizão.

Chamando a batalha no Afeganistão de "competição de vontades", o general Petraeus afirmou que a coalizão não vai ceder diante do Talebã, apesar das análises pessimistas sobre a guerra.

"Estamos nisto para vencer", disse o novo comandante.

Petraeus ainda prestou homenagem ao seu antecessor, o general Stanley McChrystal, afastado do cargo depois que ele e seus assessores zombaram e criticaram líderes políticos em Washington e Cabul em uma entrevista à revista Rolling Stone.

Ele fez "enormes contribuições" no Afeganistão, disse o general Petraeus, elogiando a "visão, energia e liderança" do ex-comandante.

Tanto o general como o presidente americano Barack Obama insistiram que a mudança de liderança não representa uma mudança de política no Afeganistão.

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