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05/07/2010 - 18h51 / Atualizada 05/07/2010 - 18h55

Número de detidos políticos em Cuba diminuiu 20%, diz relatório

O número de prisioneiros políticos em Cuba diminuiu em 20% desde o começo do ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Comissão de Direitos Humanos do país.

A instituição não-oficial, considerada oficialmente ilegal em Cuba, é tolerada pelo governo do presidente Raúl Castro.

Segundo a Comissão, há atualmente 167 cubanos presos por motivos políticos. No final do ano, eles chegavam a 201.

O número atual é praticamente metade do que existia na época em que Fidel Castro passou o poder a seu irmão, há quatro anos.

Repercussão Segundo o chefe da comissão, Elizardo Sánchez, a queda significa uma "mudança na forma como ocorre a repressão política", com perseguições e intimidações substituindo longas sentenças de prisão.

O relatório cita mais de 800 casos de pessoas detidas e liberadas sem acusações.

Mas analistas dizem que há sinais de que Raúl Castro pode estar disposto a libertar ainda mais dissidentes.

Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, a grande repercussão internacional da morte em fevereiro de um prisioneiro político que fazia greve de fome foi um golpe para as autoridades cubanas.

Outro prisioneiro em greve de fome, Guillermo Fariñas, que faz campanha pela libertação dos detidos em estado precário de saúde, está hospitalizado em condição crítica.

Acredita-se que o governo estude a libertação de 26 prisioneiros doentes.

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