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10/07/2010 - 15h39 / Atualizada 10/07/2010 - 16h04

BP começa nova operação para tentar conter vazamento no Golfo do México

Começou neste sábado uma operação com submarinos-robôs para substituir a cápsula que vinha tentando controlar a quantidade de petróleo que vem vazando no Golfo do México desde abril.

O equipamento iniciou os trabalhos de retirada da cápsula existente e de preparo para o encaixe da nova "tampa", que devem levar entre quatro e sete dias, de acordo com a empresa petroleira BP.

Neste interim, o petróleo vai vazar para o Golfo do México sem qualquer contenção, agravando o acidente considerado o mais grave desastre ambiental da História dos Estados Unidos.

A BP também afirmou estar instalando um segundo sistema de captura do óleo, que pode entrar em funcionamento já no domingo. A empresa também está perfurando mais dois poços para interceptar e interromper o vazamento.

O primeiro destes poços só deve ficar pronto na primeira quinzena de agosto, o que permitiria à BP voltar a coletar o petróleo em sua totalidade.

Solução No momento, acredita-se que a empresa esteja interceptando apenas metade do óleo que vaza ininterruptamente do poço.

O governo americano estima que entre 35 e 60 mil barris tenham vazado todos os dias, desde a explosão da plataforma Deepwater Horizon em abril, que matou 11 pessoas.

A BP está aproveitando a previsão de uma semana de intervalo na temporada de tempestades para fazer as mudanças.

A nova tampa em instalação tem três válvulas de fechamento e diversos pontos de conexão. Segundo a BP, ela "cria o potencial de aumentar a contenção de gás e petróleo para mais de 50 mil barris por dia".

"Ela deve aumentar a eficiência da contenção durante a temporada de furacões ao permitir operações de conexão e desconexão mais rápidas." No entanto, a petroleira afirmou "não haver garantias" de que a cápsula será instalada com sucesso "ou dentro do cronograma previsto", já que uma operação como esta nunca foi realizada em tamanha profundidade.

Problemas com sócios A empresa também anunciou que deve usar mais um navio na operação.

Um dos sócios da BP no poço se recusou a pagar sua parte nos custos da operação.

A Anadarko, baseada na cidade americana de Houston, é dona de 25% do poço Macondo. A BP exigiu que a empresa pagasse US$ 272 milhões (R$ 478 milhões).

A BP afirmou estar "decepcionada" e acusou a Anadarko de ter "falhado em cumprir suas obrigações".

Outra firma que tem participação no projeto, a Mitsui Oil Exploration também já tinha se recusado a participar dos custos da contenção do vazamento.

A BP já gastou mais de US$ 3,1 bilhões (R$ 5,4 bilhões) na operação - e concordou em criar um fundo de US$ 20 bilhões para processos de indenização e custos de limpeza.

O presidente americano Barack Obama disse que o vazamento é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

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