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10/07/2010 - 11h05 / Atualizada 10/07/2010 - 11h14

Israel tenta evitar que navio fure bloqueio à Faixa de Gaza

Israel intensificou suas tentativas de evitar que um navio contendo ajuda fure seu bloqueio à Faixa de Gaza.

O governo israelense enviou neste sábado uma carta para a ONU (Organização das Nações Unidas) e deu início a negociações com os governos da Grécia e da Moldávia.

O navio Amalthea, com bandeira da Moldávia, está sendo fretado por uma organização não-governamental coordenada pelo filho do líder líbio Muammar Gaddafi.

A partida do navio, que está no porto grego de Lavrio, estava marcada para este sábado.

Negociações Um comunicado do ministério das Relações Exteriores israelense disse que o ministro Avigdor Lieberman conversou com os colegas da Grécia e da Moldávia.

"O ministério das Relações Exteriores acredita que, por causa dessas conversas, o navio não irá chegar a Gaza." Já a embaixadora israelense na ONU, Gabriela Shalev, disse em uma carta que "Israel pede para que a comunidade internacional exerça sua influência sobre governo da Líbia para que demonstre responsabilidade e evite que o navio parta para a Faixa de Gaza".

"Israel se reserva o direito de, sob a lei internacional, prevenir que o navio viole o existente bloqueio naval à Faixa de Gaza", disse ela.

Shalev afirmou ainda que as razões da operação do navio, rebatizado de Hope (Esperança) são "questionáveis e provocativas".

Carregamento O Amalthea está sendo carregado com cerca de duas mil toneladas de comida, óleo de cozinha, remédios e casas pré-fabricadas.

O navio foi fretado pela Gaddafi International Charity e Development Foundation, presidida por Saif al-Islam Gaddafi.

A organização diz que o navio de 92 metros de comprimento também levaria "um número de pessoas que estão interessadas em expressar solidariedade ao povo palestino".

O correspondente da BBC em Lavrio, Malcolm Brabant, disse que os líbios acreditam que a hora é certa para testar a resolução de Israel em manter o bloqueio naval.

Uma operação israelense para evitar que uma frota furasse o bloqueio em maio matou nove ativistas turcos.

Israel disse que agiu em legítima defesa, mas a operação causou indignação internacional.

Recentemente, o governo israelense afrouxou o bloqueio terrestre à Gaza, permitindo a entrada de quase todos os bens de consumo, mas mantendo uma "lista negra" de itens proibidos, mas manteve o bloqueio naval.

Israel diz que a medida é necessária para evitar que armas cheguem ao grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

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