UOL Notícias Notícias
 
12/07/2010 - 11h43 / Atualizada 12/07/2010 - 11h45

Crise diminui fluxo de imigração legal para países ricos, diz OCDE

O fluxo de imigrantes que entraram legalmente nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) caiu 6% em 2008 devido à crise e a queda se acentuou ainda mais em 2009.

Esta é a primeira queda após cinco anos de aumento médio anual de 11%, revela um estudo da entidade divulgado nesta segunda-feira.

"Esse declínio revela uma diminuição da demanda por trabalhadores estrangeiros da parte das empresas dos países da OCDE. Os imigrantes foram duramente atingidos pela crise do emprego, sobretudo os jovens, que, em vários países, registraram uma forte diminuição do índice de emprego", afirma o estudo "Perspectivas da Migração Internacional".

Segundo o documento, os países da OCDE acolheram cerca de 4,4 milhões de imigrantes em 2008, cerca de 260 mil a menos do que no ano anterior.

O estudo não revela ainda os dados definitivos de 2009, mas indica que, de acordo com os dados fornecidos pelos membros da organização, a tendência de queda no fluxo de imigrantes continuou no ano passado.

"O mercado de trabalho temporário foi um dos primeiros canais de imigração afetado pela recessão econômica", afirma o estudo.

Comparação A OCDE reúne 31 países, a grande maioria economias ricas. O Brasil não é membro permanente da organização.

O relatório afirma que a China, a Polônia, a Índia e a Romênia são os principais países de origem dos imigrantes. A China totalizou 10% do fluxo total, enquanto esses outros três países representaram pouco menos de 5% cada.

Na comparação com os fluxos registrados no final dos anos 90, a Colômbia, a China, a Romênia e o Marrocos registraram os maiores aumentos dos fluxos de imigrantes, diz a organização.

Os 20 principais países de origem representam quase a metade do fluxo de imigrantes que entram nos países da OCDE.

Na União Europeia, os principais países que receberam trabalhadores imigrantes em 2008 foram Portugal, Espanha, Grã-Bretanha e Itália, que receberam entre 20 e 30% dos imigrantes considerados "permanentes" e que entraram nesses países por motivo de trabalho.

Nos outros países da OCDE, com exceção do Japão e da Coreia do Sul, as imigrações por razões familiares predominaram nos fluxos de entrada considerados permanentes.

É o caso dos Estados Unidos, onde esse tipo de imigração representou 65% em 2008, e também da França e da Suécia, por exemplo.

Segundo a OCDE, de maneira geral, o índice de desemprego de imigrantes do sexo masculino - que trabalham principalmente em setores fortemente afetados pela crise, como a construção civil, hotelaria e restaurantes - aumentou mais do que o da população residente.

"No entanto, os imigrantes desempregados que retornam aos países de origem não são numerosos" diz o estudo.

Em alguns países, o índice de emprego das mulheres imigrantes chegou a aumentar, já que elas arrumaram um trabalho para compensar a perda da renda familiar causada pelo desemprego do marido.

A OCDE afirma que apesar do impacto no curto prazo causado pela crise econômica, a imigração continua tendo, a longo prazo, um "papel crucial" nos países da organização, que "precisarão de trabalhadores suplementares para preservar o crescimento e a prosperidade".

De acordo com a OCDE, se os fluxos de imigração se mantiverem nos níveis atuais, a população com idade ativa nos países que integram a organização vai aumentar apenas 1,9% durante a década de 2010 a 2020, contra 8,6% na década entre 2000 e 2010.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h10

    0,12
    3,269
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h15

    -0,55
    63.735,19
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host