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13/07/2010 - 23h30

Navio líbio teria desistido de chegar a Gaza

Um navio líbio que pretendia furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza teria desistido nesta segunda-feira de chegar ao território palestino, aparentemente está seguindo para um porto no Egito, segundo a imprensa israelense e agências de notícias internacionais.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, o capitão do navio Amalthea teria prometido a militares israelenses, em um contato por rádio, que seguiria suas ordens, apesar do desejo do grupo de seguir para Gaza.

Além disso, as agências Reuters e AFP disseram ter ouvido representantes egípcios que afirmaram que a embarcação segue para um porto do país.

No entanto, os organizadores da viagem insistem que o navio continua ignorando os alertas de Israel para que mudem sua rota.

O barco de bandeira da Moldávia foi alugado por uma instituição de caridade comandada por Seif Al-Islam, filho do líder da Líbia, Muamar Khadafi, e espera levar 2 mil toneladas de comida, óleo de cozinha e remédios, além de casas pré-fabricadas, para Gaza.

O navio deixou um porto na Grécia no último sábado em direção ao território palestino.

Diplomacia Mais cedo na terça-feira, militares israelenses disseram que deram início a operação para impedir que o navio chegasse à Faixa de Gaza na quarta-feira, como previsto.

Uma porta-voz da Marinha de Israel disse que a instituição já havia entrado em contato com o Amalthea, mas que seus fuzileiros não invadiram a embarcação.

"A Marinha israelense lançou preparativos e ações para parar o navio líbio", disse a porta-voz.

Israel vinha conduzindo uma intensa atividade diplomática para tentar persuadir a tripulação a desviar de rota e rumar para o porto egípcio de El-Arish.

O país vem pedindo nos bastidores para que a ONU (Organização das Nações Unidas) e os governos de Grécia e Moldávia interceptem o navio, alegando que os motivos dos ativistas seriam "questionáveis e provocativos".

A nova tentativa de furar o bloqueio a Gaza, imposto por Israel desde que o Hamas assumiu o território palestino, em 2007, ocorre seis semanas após outra operação israelense ter terminado com a morte de nove ativistas turcos que tentavam chegar às águas territoriais da Faixa de Gaza.

Na última segunda-feira, uma investigação israelense sobre o incidente concluiu que a ação foi prejudicada por erros de comando, mas que o uso de fogo foi justificado.

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