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16/07/2010 - 13h41

Obama elogia avanço para parar vazamento no Golfo, mas pede cautela

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o anúncio de progressos na tentativa de acabar com o vazamento de petróleo no Golfo do México é "uma boa notícia", mas ainda não significa a solução definitiva para o problema.

As declarações do presidente foram feitas depois de a petroleira britânica BP ter anunciado que, com a colocação de uma tampa no poço danificado, o vazamento foi interrompido pela primeira vez desde abril.

"A nova tampa (sobre o poço por onde o petróleo está vazando) é uma boa notícia", disse Obama a repórteres na Casa Branca.

"Eu acho importante que nós não nos antecipemos aqui. Um dos problemas em ter câmeras lá embaixo (na área do vazamento) é que quando o petróleo para de jorrar, todo mundo pensa que terminamos, mas nós não terminamos (de resolver o vazamento).

Pressão Segundo o vice-presidente da BP, Kent Wells, a pressão dentro do poço está aumentando continuamente, o que seria um bom sinal, indicando que não há outros vazamentos.

Uma eventual queda da pressão poderia indicar problemas, segundo os técnicos.

A empresa selou o poço na tarde de quinta-feira e vai manter as válvulas fechadas por um período de cerca de 48 horas, para testar se técnica é capaz de interromper o vazamento sem causar mais danos à estrutura.

"Nossos cientistas e especialistas independentes se reuniram ao longo da noite e nesta manhã para analisar os dados do teste de integridade do poço", disse Obama.

"Eles estão trabalhando para determinar se nós podemos fechar o poço com segurança usando a nova tampa sem criar problemas, incluindo novos vazamentos", afirmou o presidente.

Vazamento Segundo o presidente, a tampa tanto poderá ser usada para interromper o fluxo quanto para capturar o petróleo que vaza até que um poço alternativo seja construído.

"Nós não saberemos com certeza qual a melhor abordagem até termos novos dados", disse Obama, ao afirmar que as decisões serão baseadas "na ciência" e no que for melhor para os moradores do Golfo do México.

O vazamento começou em 20 de abril, quando a plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, explodiu e afundou, matando 11 funcionários.

Desde então, a petroleira britânica tentou várias estratégias para conter o vazamento de petróleo, localizado a uma profundidade de cerca de 1,5 mil metros, mas nenhuma conseguiu solucionar o problema, considerado o pior desastre ambiental da história americana.

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