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17/07/2010 - 22h02

OEA discutirá acusações da Colômbia contra Venezuela

A Organização dos Estados Americano (OEA) vai realizar uma reunião especial no dia 22 de julho para analisar a acusação da Colômbia, de que líderes guerrilheiros estavam abrigados em território venezuelano.

Na quinta-feira Colômbia afirmou ter "evidências" de que vários importantes líderes e integrantes dos grupos guerrilheiros Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) estão na Venezuela.

A Venezuela negou as acusações e, na sexta-feira, convocou seu embaixador em Bogotá para consultas. O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pretende "dinamitar" a possibilidade de reaproximação entre os dois países antes de finalizar seu mandato.

E, além disso, em resposta às acusações de Bogotá, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que não participará da cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, dia 7 de agosto, insinuando que poderia correr riscos.

"Uribe é capaz de qualquer coisa", afirmou Chávez em cadeia nacional de rádio e televisão.

Chávez ameaçou romper definitivamente relações com a Colômbia e eliminar o intercâmbio comercial entre os dois países, duramente afetado desde o início da crise, no ano passado.

"Se continuam com essa loucura, romperei relações com o governo da Colômbia" e isso tornará "mais difícil a recomposição das relações com o novo governo", afirmou.

Vídeos e dossiê As autoridades colombianas informaram que estão preparando um dossiê com vídeos e outras provas que serão apresentadas na reunião da OEA.

No entanto, analistas afirmam que uma decisão da OEA não deve influenciar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que já afirmou que a organização é uma marionete dos Estados Unidos.

Em março, Chávez descreveu a OEA como "um cadáver que deve ser sepultado" e defendeu a substituição da organização por uma nova entidade regional que exclua os Estados Unidos.

As novas acusações surgem nos últimos dias do mandato do presidente colombiano Álvaro Uribe, após a vitória de seu ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos nas eleições presidenciais do mês passado.

Logo após sua vitória, Santos havia sinalizado a intenção de melhorar as relações com a Venezuela.

Os dois países já estavam ensaiando uma reaproximação, após o congelamento de suas relações comerciais e diplomáticas no ano passado, em resposta ao acordo militar firmado entre Estados Unidos e Colômbia que permite a presença de tropas americanas em bases militares colombianas.

Após as denúncias, ainda na quinta-feira, o presidente eleito da Colômbia afirmou que sabia da presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela, mas se declarou disposto a dialogar.

"Por que não restabelecer o diálogo para ver, por exemplo, como podemos resolver o problema que está sobre a mesa, da presença de terroristas em território venezuelano", disse Santos.

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