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20/07/2010 - 19h33

Obama e Cameron condenam libertação de reponsável por Lockerbie

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenaram nesta terça-feira a libertação pelo governo escocês do líbio Abdelbaset Al-Megrahi, apontado como responsável pelo atentado de Lockerbie, que deixou 270 pessoas mortas em 1988.

Durante seu primeiro encontro com Obama na Casa Branca, o premiê britânico classificou o líbio, que foi solto em agosto do ano passado, como um "o maior assassino em massa da história da Grã-Bretanha".

"A libertação do responsável por Lockerbie, um assassino em massa, foi completamente errada", disse Cameron.

Obama, por sua vez, afirmou que os americanos ficaram "surpresos, desapontados e com raiva" da libertação do líbio e disse que gostaria que o governo escocês divulgasse novas informações sobre a medida.

Condenado à prisão perpétua em 2001 pela explosão de um avião da companhia aérea americana Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie, Al-Megrahi foi libertado por motivos humanitários, já que sofre de câncer de próstata em estado terminal.

Ele foi transferido para a Líbia, onde continua vivo.

Lobby Ainda durante o encontro, Cameron negou as acusações de que a libertação do líbio tenha sido resultado de lobby da petroleira britânica BP, que agora está envolvida no pior desastre ambiental da história americana, após a explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México.

Segundo Cameron, a decisão de libertar Al-Megrahi foi de inteira responsabilidade do governo escocês e não há indícios de que ela tenha sido influenciada por qualquer lobby da BP.

A suspeita do envolvimento da petroleira na libertação foi levantada por senadores americanos na semana passada. Eles pediram que a secretária de Estado, Hillary Clinton, autorizasse uma investigação sobre o caso.

O primeiro-ministro britânico concordou em se encontrar com senadores americanos para discutir a questão, mas descartou a abertura de um inquérito sobre a libertação de Al-Megrahi.

Por outro lado, ele determinou uma revisão dos documentos associados ao caso para esclarecer a decisão escocesa.

Desastre ambiental Cameron afirmou que entende "a raiva" que existe nos Estados Unidos devido ao desastre ambiental envolvendo a plataforma operada pela BP no Golfo e afirmou que a empresa pagará indenizações pelos danos.

"O vazamento de óleo no Golfo do México é uma catástrofe para o meio ambiente, para a indústria pesqueira, para o turismo", disse.

Como o presidente Obama, eu fui claro em afirmar que é função da BP interromper o vazamento, limpar a sujeira e pagar as indenizações apropriadas." Obama e Cameron ainda discutiram questões relacionadas à guerra no Afeganistão, ao programa nuclear iraniano, além de economia.

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