UOL Notícias Notícias
 
21/07/2010 - 13h13

EUA anunciam novas sanções contra Coreia do Norte

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta quarta-feira durante visita à Coreia do Sul que os Estados Unidos vão impor novas sanções contra a Coreia do Norte.

De acordo com Clinton, as medidas visam atingir a compra e venda de armas e a importação de bens de luxo pela Coreia do Norte e vão ajudar também a evitar a proliferação nuclear.

Falando em Seul, a secretária afirmou que as sanções não visam atingir o povo norte-coreano, mas sim "as prioridades mal orientadas e malignas de seu governo".

O correspondente da BBC em Seul John Sudworth afirmou que foram dados poucos detalhes a respeito de como as sanções vão funcionar, mas já se sabe que elas visam claramente punir a Coreia do Norte pelo suposto ataque contra o navio de guerra sul-coreano Cheonan.

Navio afundado As tensões entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte aumentaram desde o afundamento do Cheonan, no fim de março, que causou a morte de 46 marinheiros. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do afundamento, mas a Coreia do Norte nega isso.

Clinton afirmou que espera que a Coreia do Norte "tome certas medidas para reconhecer sua responsabilidade" pelo incidente e progredir no caminho do desarmamento nuclear.

"Eles sabem muito bem que firmaram compromissos que eles renegaram para a desnuclearização da península coreana nos últimos anos, e esperamos que eles retomem este compromisso mais uma vez." "Queremos a desnuclearização irreversível", afirmou a secretária.

Uma investigação internacional concluiu que a Coreia do Norte havia sido responsável pelo afundamento do navio.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) condenou o afundamento do Cheonan, mas não culpou diretamente o governo norte-coreano.

Zona Desmilitarizada O anúncio das novas sanções foi feito depois que Hillary Clinton e o secretário de Defesa americano, Robert Gates, visitaram a zona desmilitarizada entre as duas Coreias, em uma demonstração de apoio ao governo sul-coreano.

Durante a entrevista na zona desmilitarizada, Clinton afirmou que o governo norte-coreano precisa saber "que existe outro caminho".

"Mas até que eles mudem de direção, os Estados Unidos permanecem, firmemente, ao lado do povo e do governo da República da Coreia (do Sul), onde fornecemos uma defesa resoluta junto com nossos aliados e parceiros", afirmou.

Na semana passada, Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram que vão realizar exercícios militares conjuntos no Mar Amarelo e no Mar do Japão.

As primeiras manobras dos exercícios devem ocorrer a partir de domingo no Mar do Japão e durar quatro dias.

A realização dos exercícios não foi bem recebida pela China.

O governo chinês é um aliado da Coreia do Norte e teme que as manobras possam aumentar a tensão na região.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host