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22/07/2010 - 18h38

'Brasil está empenhado em diálogo entre Chávez e Colômbia', diz assessor de Lula

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, descreveu nesta quinta-feira o rompimento de relações entre Venezuela e Colômbia como "preocupante" e disse que o governo brasileiro irá se "empenhar" por uma solução.

"O Brasil vai se empenhar por uma boa solução. Já houve contatos com os dois governos e estamos trabalhando para isso", disse.

Na avaliação de Garcia, existe uma "disposição" da Venezuela em retomar o diálogo com a Colômbia assim que o presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, assumir o poder, no dia 7 de agosto.

"Vamos esperar mais alguns dias. Acho que isso (o novo governo) permitirá a normalização das relações", acrescentou.

Em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a aparecer ao vivo na TV estatal e disse ter conversado por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria demonstrado "preocupação" com o incremento da crise entre os vizinhos.

"Acabei de falar com o nosso presidente amigo do Brasil, Lula da Silva, (que está) muito preocupado com essa situação, também falei com (o ex-presidente argentino) Néstor Kirchner", afirmou.

"Nós lamentamos também", acrescentou Chávez.

Unasul O embaixador da Colômbia na OEA, Luis Hoyos, descreveu como "lamentável" a decisão do governo venezuelano de romper relações com seu país.

"O governo da Venezuela deveria romper relações com os grupos que sequestram, que assassinam e que estão dedicados ao narcotráfico, não com um governo legitimamente constituído", afirmou Hoyos.

O governo de Hugo Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia nesta quinta-feira, depois de Bogotá ter acusado a Venezuela, em uma reunião extraordinária da OEA, de abrigar guerrilheiros colombianos em seu território.

Após o anúncio do rompimento, o governo venezuelano pediu a intervenção da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para "responder à agressão" da Colômbia.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou ter solicitado formalmente à Presidência temporária da Unasul, sob comando do Equador, que convoque "imediatamente uma reunião do Conselho Político (...) para denunciar e levar a debate as agressões" contra a Venezuela.

Maduro ainda questionou o fato de a Colômbia ter usado a assembleia do Conselho Permanente da OEA para apresentar as supostas provas da presença de guerrilheiros no país.

"Realmente tem que ser avaliada a forma e os mecanismos que permitiram (a realização) esse Conselho Permanente com essas características (...) muitos governos rejeitaram que a OEA fosse utilizada para este show, para agredir a Venezuela", afirmou.

"Foi 1h45 minutos de agressões, de gozações, contra nosso governo (...) esse energúmeno (embaixador colombiano na OEA) colocou no buraco as relações políticas e diplomáticas do governo da Colômbia", disse o chanceler venezuelano.

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