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23/07/2010 - 20h36

Unasul mediará crise entre Colômbia e Venezuela

O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, se reunirá com os presidentes de Colômbia e Venezuela para mediar a crise entre os dois países, agravada após o rompimento de relações diplomáticas, na última quinta-feira.

De acordo com a agência estatal argentina Telam, Kirchner viajará a Caracas no dia 5 de agosto para se reunir com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e no dia 6 deve embarcar para Bogotá para conversar com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e com o presidente eleito, Juan Manuel Santos, que assumirá a Presidência no dia 7 de agosto.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, presidente temporário da Unasul, já havia antecipado a intenção do bloco de convocar "o mais rápido possível" uma reunião de chefes de Estado da organização para mediar a crise.

A medida é uma resposta ao pedido "urgente" do governo venezuelano de convocar a Unasul para denunciar o que classifica como "graves agressões" da Colômbia contra a Venezuela. Bogotá acusou o governo de Hugo Chávez de abrigar guerrilheiros em seu território.

"(A reunião será) o mais rápido possível e podemos, obviamente, neste espaço, atender à solicitação do presidente Chávez (...) e tentar ver como mediamos e resolvemos esse conflito lamentável", afirmou Correa.

Mediação Logo após anunciar a ruptura de relações, Chávez começou a articular com os presidentes sul-americanos a mediação do bloco. O presidente venezuelano conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que disse estar "preocupado" com a ruptura - e com outros líderes da região em busca de apoio.

Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, o governo brasileiro "vê com bons olhos" a participação da Unasul na intermediação do diálogo entre Colômbia e Venezuela.

A avaliação é de que o grupo, criado por uma iniciativa do Brasil, "está mais próximo à realidade regional" do que outros fóruns, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), que inclui ainda América Central, além de México, Estados Unidos e Canadá.

A estratégia do governo brasileiro tem sido a de atuar nos bastidores, evitando assim qualquer comentário mais contundente sobre a disputa diplomática. O objetivo é ganhar tempo até que o presidente Lula fale pessoalmente com Chávez e com Uribe, em uma viagem que já estava programada para os dias 6 e 7 de agosto.

Em uma conversa com o assessor especial para Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, nesta sexta-feira, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, manifestou seu apoio a uma "solução negociada" no âmbito da Unasul.

Na quinta-feira, Garcia já havia recebido telefonema com declaração semelhante da presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

A crise entre Colômbia e Venezuela atingiu seu ápice na última quinta-feira, quando em uma reunião extraordinária da OEA, o embaixador colombiano Luis Hoyos afirmou que há pelo menos 87 acampamentos guerrilheiros consolidados na Venezuela e cerca de 1,5 mil rebeldes.

As declarações fizeram com que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciasse o rompimento das relações diplomáticas com Bogotá.

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