UOL Notícias Notícias
 
25/07/2010 - 11h41

Presidente-executivo da BP se prepara para deixar o cargo

O presidente-executivo da BP, Tony Hayward, está negociando os termos de sua demissão, cujo anúncio formal deverá ser feito nas próximas 24 horas, segundo informações obtidas pela BBC.

Hayward foi extremamente criticado pelo vazamento de óleo no Golfo do México depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon em abril passado.

O editor de negócios da BBC, Robert Peston, afirmou que é provável que ele seja substituído pelo norte americano Bob Dudley, que atualmente comanda a operação de limpeza da mancha.

A BP afirmou que "Hayward permanece nosso principal executivo e conta com o apoio da diretoria e da chefia".

Segundo Peston, a BP se prepara para uma mudança na direção há algum tempo, mas a empresa esperava alcançar algum progresso na contenção do vazamento e até que fosse possível quantificar os prejuízos do desastre.

A BP deve divulgar seus resultados para o segundo trimestre na terça-feira.

A expectativa é de que a empresa anuncie um fundo de até US$ 30 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) para cobrir os custos da contenção do vazamento, pagamento de indenizações e multas, que devem resultar em prejuízos enormes no período.

A diretoria da BP deve se reunir nesta segunda-feira, antes do anúncio.

História Hayward trabalha na BP há 28 anos.

Ele também foi criticado por congressistas americanos por não assumir a responsabildiade pela explosão da plataforma no Golfo do México, que causou a morte de 11 pessoas.

Os congresistas não se impressionaram com as respostas de Hayward durante uma sabatina no Comitê de Energia e Comércio do Congresso, no mês passado.

Na ocasião, Hayward foi acusado de não responder as perguntas "e chutar a lata (da responsabilidade) rua abaixo".

Desde o vazamento, o presidente-executivo da BP já havia sido criticado por dizer que "só queria sua vida de volta", e que o Golfo é um "grande oceano".

Ele também foi criticado por comparecer a um evento de velejadores em junho passado quando, segundo a Casa Branca, entre outros, deveria estar cuidando do vazamento.

Muitos afirmam que, do ponto de vista de relações públicas, o provável substituto de Hayward, Bob Dudley, tem a vantagem de ser americano e falar com sotaque americano.

Ele cresceu no Mississipi e, segundo a BP, "tem profunda apreciação e afinidade com a costa do Golfo".

Dudley trabalha na BP desde 1999, depois da fusão da empresa com a companhia americana Amoco, e entrou para a diretoria em abril de 2009.

Richard Pike, presidente executivo da Royal Society of Chemistry, da Grã-Bretanha, afirmou que a percepção é a chave por trás da mudança.

"Se os seus principais acionistas têm a impressão de que há um grande problema aqui, isso está acima do que o presidente-executivo ou a diretoria possam ter feito", diz ele.

"De várias maneiras, a mudança do presidente-executivo é tanto prática como simbólica; tudo depende de reputação." "A BP espera que os próximos dias marquem o início de um novo começo da empresa", acrescentou.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,45
    3,141
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,39
    64.684,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host