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26/07/2010 - 23h13

Em conversa com Lula, chanceler da Venezuela diz ter 'proposta de paz' com Colômbia

Em visita ao Brasil nesta segunda-feira, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que seu país tem uma "proposta de paz" com a Colômbia, mas que antes de apresentá-la pretende "discuti-la amplamente com os governos da região".

"Estamos em contato direto com os governos do continente para compartilhar informações e levar a proposta que levaremos a Quito", disse o chanceler, logo após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de questionado por jornalistas, Maduro deixou o Centro Cultural Banco do Brasil, sede temporária do governo brasileiro, sem dar detalhes sobre qual seria a proposta venezuelana.

O conflito diplomático entre Venezuela e Colômbia, que romperam relações na semana passada, será o principal tema da cúpula de chanceleres da Unasul, marcada para esta quinta-feira, na capital do Equador.

Maduro disse ainda que seu governo quer discutir as "circunstâncias dos últimos dias" com os governos da América do Sul e que, por esse motivo, decidiu fazer um "giro relâmpago" pela região, que começou pelo Brasil.

Até quinta-feira, o chanceler passa ainda por Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Bolívia.

'Combatente' O chanceler disse também que a Venezuela tem um "governo de paz" e com "vocação sul-americanista". "O presidente Chávez é um combatente pela integração regional", disse.

De acordo com o Palácio do Planalto, Maduro veio a Brasília trazer "detalhes" da visão venezuelana sobre a crise diplomática com a Colômbia.

Representando o ministro Celso Amorim, que está em viagem, o secretário-geral do Itamaraty, Antônio Patriota, disse que o Brasil e Venezuela estão trabalhando para "construir confiança".

"Estamos aqui para construir confiança e manter a tranquilidade até a transmissão do poder na Colômbia", disse o secretário, referindo-se à posse do presidente eleito, Juan Manuel Santos, no dia 7 de agosto.

A expectativa do governo brasileiro é de que a saída do atual presidente, Alvaro Uribe, abrirá caminho para uma relação mais amigável entre Venezuela e Colômbia. A ideia, portanto, é evitar o agravamento da situação até a posse.

Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia na última quinta-feira, depois que Bogotá apresentou fotos que supostamente comprovariam a relação do governo venezuelano com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O governo brasileiro chegou a se apresentar como um possível mediador entre os dois países, mas ficou decidido que essa tarefa será desempenhada principalmente pelo secretário-geral da Unasul, Nestor Kirchner.

Estados Unidos O Departamento de Estado americano disse nesta segunda-feira que a Venezuela não tem motivos para estar em alerta por temor de um possível ataque dos Estados Unidos.

"Eles não deveriam estar em nenhum tipo de alerta por causa de qualquer preocupação com os Estados Unidos", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.

"Nós não temos nenhuma intenção de empreender uma ação militar contra a Venezuela", afirmou.

No domingo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, cancelou uma viagem a Cuba alegando risco de agressão armada contra seu país.

"Estamos ameaçados pelo império ianque (os Estados Unidos)", disse Chávez, afirmando temer um ataque a partir da Colômbia impulsionado pelos Estados Unidos.

*Colaborou: Alessandra Corrêa, de Washington

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