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26/07/2010 - 20h04

Presidente-executivo da BP deve deixar posto com aposentadoria milionária

O presidente-executivo da petroleira britânica BP, Tony Hayward, deve deixar o cargo nos próximos meses, segundo informações obtidas nesta segunda-feira pela BBC.

Hayward foi duramente criticado por sua condução da crise detonada pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, em 20 de abril.

A saída do executivo de 53 anos acontecerá provavelmente em outubro. Ele deve assumir um posto não executivo na subsidiária russa da BP, a TNK.

Sua aposentadoria seria de quase US$ 1 milhão por ano, somando salários e benefícios, segundo uma fonte da empresa que falou sob condição de anonimato.

Acredita-se que seu sucessor deva ser o americano Bob Dudley, responsável pelos esforços da BP para a limpeza da mancha de óleo.

Críticas O executivo britânico vem recebendo críticas pela forma como a empresa lidou com o vazamento, considerado o pior desastre ambiental da história dos EUA.

Ele foi criticado também por gafes como dizer "eu quero minha vida de volta", após o início da crise, e estar presente em um evento de velejadores no mês de junho, quando, segundo a Casa Branca, deveria estar cuidando do vazamento.

Hayward iniciou sua carreira na BP há 28 anos como geólogo no Mar do Norte, antes de ingressar na diretoria da empresa.

Ele foi uma escolha popular quando o ex-presidente-executivo, John Browne, deixou o cargo em 2007. Ao assumir o posto, Hayward disse que sua principal preocupação seria investir para melhorar os parâmetros de segurança da empresa.

Mas Hayward deve ficar marcado como o presidente-executivo da BP durante o pior momento de sua história. A empresa perdeu 40% do valor de suas ações desde o início da crise.

Resultados Comentaristas dizem que a notícia foi bem recebida nos Estados Unidos: pescadores locais no Golfo do México afirmaram torcer para que a saída marque um novo início para a BP.

O congressista americano Ed Markey, no entanto, disse que quem quer que assuma no lugar de Hayward enfrentará dificuldades para corrigir o legado deixado pelo britânico.

Segundo o editor de negócios da BBC, Robert Peston, a BP se prepara para uma mudança na direção há algum tempo, mas esperava alcançar algum progresso na contenção do vazamento.

A empresa deve divulgar seus resultados para o segundo trimestre na terça-feira.

A expectativa é de seja anunciado um fundo de até US$ 30 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) para cobrir os custos da contenção do vazamento, pagamentos de indenizações e multas, que devem resultar em prejuízos enormes no período.

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