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28/07/2010 - 21h42

Presidente iraniano lança política de aumento da população

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, lançou uma nova política nesta quarta-feira para estimular o crescimento populacional no país.

A nova política reverte os esforços impostos no Irã para limitar o crescimento da população, que o presidente condenou afirmando que são políticas "seculares".

O ex-correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne afirma que, desde a Revolução Islâmica de 1979, a população iraniana praticamente dobrou e a maior parte do crescimento ocorreu nos primeiros anos da República Islâmica, com um certo grau de estímulo oficial.

A partir deste período, a política do governo mudou de direção. Incentivos como métodos contraceptivos de graça ou a preços reduzidos e vasectomias conseguiram reduzir de forma dramática o crescimento populacional.

Mas, segundo Leyne, agora o presidente Ahmadinejad condenou estas políticas afirmando que elas pertencem ao "mundo secular", em outras palavras, não seriam adequadas para uma República Islâmica.

Ahmadinejad já chegou a sugerir que o Irã teria condições de ter uma população de até 150 milhões de pessoas, o dobro do número atual.

Estímulo De acordo com a nova política do presidente iraniano, ao invés de as famílias iranianas serem encorajadas a diminuir de tamanho, elas receberão US$ 950 (cerca de R$ 1,6 mil) por cada filho, com mais US$ 95 (cerca de R$ 160) por ano até que estas crianças cresçam.

O dinheiro poderá ser usado para a educação, casamento, saúde e habitação destas crianças.

De acordo com Jon Leyne, alguns iranianos vão questionar de onde o dinheiro virá e se toda esta verba será bem aplicada.

E o correspondente também lembra que o rápido crescimento populacional registrado anteriormente no Irã pressionou muito a infraestrutura e os serviços do país, o que pode ser observado até os dias atuais com o tráfego intenso da capital, Teerã.

Outra questão que deve ser levantada é se esta nova política vai mesmo atingir seu objetivo. A sociedade iraniana, segundo o ex-correspondente da BBC em Teerã, mudou de forma dramática nos últimos anos e cerca de dois terços dos estudantes universitários do país são mulheres, por exemplo.

Elas poderão não concordar muito com o pedido do governo para que elas passem suas vidas produzindo o máximo de bebês que puderem, afirma Jon Leyne.

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