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29/07/2010 - 22h41

FBI vai ajudar a investigar vazamento de documentos secretos

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse nesta quinta-feira que o FBI (a polícia federal americana) foi chamado a ajudar nas investigações sobre o vazamento de milhares de documentos secretos a respeito da guerra no Afeganistão.

"Ontem (quarta-feira) eu telefonei para o diretor do FBI, Robert Mueller, e pedi a ajuda do FBI na nossa investigação", disse Gates, em entrevista a jornalistas em Washington.

Segundo o secretário, é importante reunir todos os recursos necessários para investigar a quebra de segurança nacional.

"Este departamento está conduzindo uma investigação minuciosa e agressiva para determinar como esse vazamento ocorreu, identificar a pessoa ou as pessoas responsáveis e avaliar o conteúdo das informações comprometidas", afirmou.

Consequências Segundo Gates, as consequências do vazamento dos cerca de 91 mil documentos secretos - divulgados no domingo pelo site Wikileaks e publicados na imprensa internacional - são perigosas para as tropas americanas, assim como seus aliados e parceiros afegãos.

"E também podem prejudicar nossos relacionamentos e nossa reputação naquela parte do mundo", afirmou o secretário.

"Fontes de inteligência e métodos, assim como táticas militares, técnicas e procedimentos serão conhecidas por nossos adversários", disse Gates.

Gates disse que o Departamento de Defesa está tomando as providências para impedir que esse tipo de episódio ocorra novamente, com o aumento da segurança nos procedimentos de acesso e transporte de informação secreta.

O secretário afirmou ainda que o episódio deve forçar as Forças Armadas a revisar o modo como repassa informações de inteligência a suas tropas na linha de frente.

"Na esteira desse incidente, será um desafio real conseguir o equilíbrio perfeito entre garantir a segurança e fornecer as informações necessárias às nossas tropas na linha de frente", disse Gates.

Documentos Os documentos cobrem o período de janeiro de 2004 a dezembro de 2009 e trazem, entre outros dados, informações sobre mortes de civis causadas por forças americanas.

Também trazem acusações de envolvimento do serviço de inteligência o Paquistão com o grupo extremista Talebã no Afeganistão - alegação negada pelo governo paquistanês.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que o objetivo do vazamento foi gerar um debate sobre a guerra.

Assange afirmou também que tentou assegurar que o material vazado não colocasse pessoas "inocentes" em risco e que deixou de divulgar cerca de 15 mil documentos.

No entanto, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas, o almirante Mike Mullen, disse que Assange tem "sangue nas mãos".

"O senhor Assange pode dizer o que quiser sobre o bem maior que ele e sua fonte pensam estar fazendo, mas a verdade é que eles talvez já tenham em suas mãos o sangue de alguns jovens soldados e de uma família afegã", disse Mullen.

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