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06/08/2010 - 08h07

Aniversário de bomba em Hiroshima tem pela 1ª vez representante dos EUA

Os esforços para o fim da proliferação das armas nucleares pôde ser visto nesta sexta-feira, em Hiroshima, no Japão, durante a cerimônia que lembrou os 65 anos do primeiro ataque à bomba atômica contra um país.

Um recorde de representantes, vindos de 74 países, acompanhou a cerimônia no Parque Memorial da Paz, o que simbolizou, segundo a mídia japonesa, um interesse internacional por um mundo sem armas nucleares.

O ato contou também com as presenças inéditas de uma autoridade norte-americana, o embaixador dos Estados Unidos no Japão, John Ross, e de um chefe das Nações Unidas, o secretário-geral Ban Ki-moon.

No seu "discurso pela paz", o prefeito local, Tadatoshi Akiba, pediu o fim das armas nucleares e sugeriu ao governo japonês que lidere essa luta.

O primeiro-ministro Naoto Kan engrossou o coro e disse que espera que o desejo dos japoneses de nunca mais ver as dores causadas pelas armas nucleares "alcance o coração das pessoas de todo o mundo". "As armas nucleares não devem causar sofrimento nunca mais." O secretário-geral da ONU seguiu a mesma linha e admitiu que o "único caminho sensato para um mundo mais seguro" é o fim das armas de destruição em massa. "Enquanto existirem armas atômicas, viveremos sob uma sombra nuclear", enfatizou.

Ban disse ainda que espera que sua presença na cerimônia sirva de mensagem "animadora" para o mundo.

Ataque nuclear Exatamente às 8h15 (na hora local), milhares de pessoas que acompanharam a cerimônia fizeram um minuto de silêncio em memória às vítimas da bomba.

O horário foi o momento exato em que a primeira bomba atômica, lançada em 1945 pelo avião norte-americano Enola Gay, atingiu a cidade de Hiroshima.

O ataque matou cerca de 140 mil pessoas. Três dias depois, os Estados Unidos voltaram a lançar uma bomba, desta vez sobre Nagasaki, matando perto de 74 mil japoneses.

Os bombardeios levaram o Japão à rendição em 14 de agosto de 1945 e puseram fim à Segunda Guerra Mundial.

Os brasileiros que vivem no Japão também participaram dos eventos realizados por todo o país em memória das vítimas da guerra. Numa escola brasileira de Ota, província de Gunma, estudantes ouviram o relato de um ex-combatente, Kiyoharu Shimizu, de 82 anos.

Ele, que na época tinha 16 anos, contou aos alunos brasileiros como conseguiu sobreviver em meio a vários bombardeios e à intensa fome. "Muitos alunos choraram durante o depoimento", contou a diretora da escola Joana Faustino Ishii.

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