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06/08/2010 - 01h54

Emprego, infraestrutura e juros dominam parte econômica de 1º debate

Trabalho, emprego e questões sobre infraestrutura dominaram as declarações sobre economia dos quatro candidatos à Presidência que participaram do primeiro debate da campanha na noite desta quinta-feira.

O encontro, realizado pela rede de TV Bandeirantes, em São Paulo, contou com a presença de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e foi o primeiro de uma série de embates programados até o primeiro turno, em outubro.

Já em sua primeira oportunidade de fazer uma pergunta a José Serra, a candidata do PT fez comparações entre os governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula e citou dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho, que apontam que foram gerados cerca de 1,7 milhão de empregos formais em 2010.

Afirmando que não é possível comparar a conjuntura econômica internacional do passado com a atual, Serra aproveitou então para criticar a infraestrutura dos portos e aeroportos, questão que voltou ao noticiário nesta semana após o registro de uma série de atrasos em voos domésticos e internacionais em diversos pontos do país.

Primeiros colocados na disputa eleitoral, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, Serra e Dilma foram interpelados por Plínio de Arruda Sampaio em temas que têm sido pouco abordados em suas campanhas até o momento, mas que são bandeiras do PSOL.

Plínio perguntou aos dois candidatos quais são suas opiniões a respeito da redução da jornada de trabalho e de uma medida que estabeleceria um limite máximo para o tamanho de terras no Brasil.

Questão defendida por sindicatos, mas vista com desconfiança pelas entidades patronais, uma proposta para a redução em nível nacional da jornada de trabalho foi rejeitada tanto pelo tucano como pela petista.

Dilma afirmou que "respeita os movimentos sociais", mas afirmou acreditar que o "governo não deve determinar a jornada deste ou daquele setor", citando também diferenças regionais e econômicas.

Já José Serra afirmou ser a favor de que as jornadas sejam definidas "sindicato por sindicato", levando-se em conta também diferenças regionais.

Tanto Dilma como Serra se colocaram contra uma proposta para estabelecer um teto máximo de mil hectares às terras agrícolas do país.

Juros
Questionada pelo jornalista Joelmir Betting a respeito da carga tributária e das taxas de juros do país, a candidata petista disse que o Brasil está "em uma trajetória de crescimento e estabilidade" e que a redução da dívida pública contribuirá para a redução dos juros.

A candidata também se colocou contra "qualquer tentativa de diminuir juros de maneira artificial".

Já o candidato tucano criticou o governo Lula afirmando que o "Brasil tem umas das maiores taxas de juros reais do mundo".

Serra foi então questionado a respeito das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, tema que causou polêmica em eleições anteriores.

Em resposta o tucano afirmou que pretende "valorizar" empresas estatais "de modo que sirvam ao interesse público" e prometeu fortalecer os Correios.

A candidata do PV, Marina Silva, fez intervenções que priorizaram questões sociais e ambientais, e afirmou não ver o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente como excludentes.

"Queremos um governo educado para o século 21. Não queremos fazer oposição entre meio ambiente e desenvolvimento", disse.

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