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07/08/2010 - 13h18

Presidente Lula diz acreditar "cem por cento" em retomada das relações Colômbia-Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar "cem por cento" na possibilidade de que os governos da Venezuela e Colômbia reatem relações diplomáticas depois da posse do novo presidente Juan Manuel Santos, que assume a Presidência neste sábado.

"Vocês estão lembrados do Irã, que eu falei que acreditava em 99 por cento (de chance de ser fechado o acordo para a o enriquecimento de urânio fora de Teherã). Agora acredito cem por cento (na reaproximação entre Caracas e Bogotá)", afirmou o presidente, pouco antes de participar do jantar de despedida do presidente colombiano Álvaro Uribe.

Lula tem atuado como mediador da crise binacional.

Antes de viajar a Bogotá, o presidente esteve em Caracas, onde conversou com o presidente venezuelano Hugo Chávez sobre os canais para reaproximar os dois países, que romperam relações dia 22 de julho, depois que a Colômbia acusou a Venezuela de abrigar guerrilheiros em seu território.

Chávez disse que Lula tinha uma "missão" para levar a Bogotá e disse estar "muito otimista" em relação à solução da crise.

Otimismo
Em Bogotá, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia disse que é preciso dar tempo aos dois governos para que se aproximem, mas indicou que "podemos ter boas surpresas num prazo relativamente curto".

"Santos tem que tomar seu tempo. Não há que pressionar, mas estamos muito otimistas", acrescentou.

Garcia disse que "todos estão interessados na paz da América do Sul", ao argumentar que o momento é de cautela.

"A melhor coisa é não fazer diplomacia pela imprensa (...) é melhor uma diplomacia discreta", afirmou.

O primeiro sinal de distensão foi enviado pelo governo de Caracas, ao enviar o chanceler venezuelano Nicolás Maduro à cerimônia de posse de Santos.

Neste sábado, o chanceler Celso Amorim deve se reunir com a nova chanceler colombiana Maria Angela Holguín. A expectativa é que Amorim articule com ela os mecanismos para solucionar a crise.

A nomeação de Holguín como chanceler, ex-embaixadora em Caracas, é vista como um gesto de Santos para impor uma característica mais pragmática e menos combativa na condução das relações exteriores da Colômbia, em especial, na diplomacia com a Venezuela.

Posse
Além do presidente Lula, outros 12 chefes de Estado latino-americanos assistirão à posse de Santos, ex-ministro de Defesa e herdeiro político de Uribe, que governou durante oito anos.

Santos deve participar do ato protocolar na Praça de Bolívar, no centro da capital, e em seguida na Casa de Narino, sede do governo.

Lá, Uribe deve passar a faixa presidencial ao novo presidente, que assume o mandato com 76% de popularidade.

Uribe, um dos presidentes mais populares e controversos da história da Colômbia, entregará a seu sucessor um país relativamente mais seguro que há oitos anos, porém com 20 milhões de pobres, em uma população de 44 milhões, e com 3,5 milhões de pessoas vítimas de deslocamento forçado em consequência do conflito armado.

Além da crise externa, um dos desafios de Santos na política doméstica será recuperar a credibilidade institucional, abalada durante a administração anterior, ajustar o deficit fiscal, estimado em mais de 4% do Produto Interno Bruto e reduzir o índice de desemprego de 12%, uma das mais altas taxas da América Latina.

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