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08/08/2010 - 15h29

Chávez diz que guerrilhas da Colômbia deveriam soltar todos reféns

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que os guerrilheiros colombianos deveriam soltar todos os seus reféns como parte de um processo de paz a ser estabelecido com o novo presidente do país, Juan Manuel Santos, que tomou posse no sábado.

"Os movimentos guerrilheiros deveriam se mostrar pela paz, mas com uma decisão convincente. Por exemplo, soltar todos os reféns. Por que um movimento guerrilheiro deveria ter reféns?", disse Chávez em Caracas no programa de rádio e televisão Alô, Presidente, segundo a rede venezuelana Globovision.

Na noite de sábado, Chávez já havia dito que está disposto a "virar a página" nas relações com a Colômbia, e anunciou que seu chanceler, Nicolas Maduro, vai se encontrar com a ministra das Relações Exteriores colombiana, María Ángela Holguín, neste domingo em Bogotá para começar a restabelecer as relações bilaterais entre os países.

Chávez também mostrou-se disposto a viajar à capital colombiana nos próximos dias, para ter uma reunião com o novo presidente do país vizinho, Juan Manuel Santos.

Tom conciliador
Em seu discurso de posse, no sábado, Santos também falou em tom conciliador, dizendo que sua prioridade é normalizar as relações com Equador e Venezuela, e que a palavra "guerra" não faz parte do seu vocabulário.

Chávez rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia em meados de julho, logo depois que o governo de Álvaro Uribe denunciou a presença em solo venezuelano de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército da Liberação Nacional (ELN).

Após a ruptura, o presidente venezuelano enviou tropas para reforçar os mais de 2,2 mil quilômetros de fronteira comum entre os países.

Mas no sábado, o mesmo dia em que Juan Manuel Santos assumiu o poder na Colômbia, Chávez adotou um tom conciliador e disse que está disposto a trabalhar para restabelecer as relações com o país vizinho.

"Estou disposto a virar a página completa e olhar para o futuro com esperança, de paz, de irmandade e de integração plena entre Colômbia e Venezuela. Estou disposto, presidente Santos", disse Chávez durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

"Estou de acordo, presidente Santos, [de realizar] um encontro direto cara a cara sob o marco do mais profundo respeito", disse Chávez no ato que foi realizado no Estado venezuelano de Zulia.

"Se ele [Santos] não tiver condições de vir à Venezuela nos próximos três ou quatro dias, eu estou disposto a ir à Colômbia em uma reunião com o novo presidente colombiano. Não tenho nenhum problema", disse Chávez.

O presidente venezuelano classificou de desrespeitosas as denúncias feitas pelo governo de Álvaro Uribe, a quem chamou de "lacaio do império", em referência aos Estados Unidos.

O governo de Caracas vê com bons olhos o fato de que Santos não se pronunciou sobre as denúncias apresentadas pelo governo de Uribe à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela.

Há também uma pressão na Venezuela para que se amenize o conflito com a Colômbia, já que os venezuelanos irão às urnas no dia 26 de setembro para eleger os novos integrantes da Assembleia Nacional, o Legislativo do país.

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