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08/08/2010 - 20h08

Chávez visitará Bogotá para pôr fim à crise com Colômbia

Sinalizando o fim da crise diplomática entre Caracas e Bogotá, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará a Colômbia na próxima terça-feira para se reunir com o novo presidente colombiano Juan Manuel Santos.

O encontro foi anunciado pelos chanceleres Nicolas Maduro, da Venezuela, e a nova chanceler colombiana, Maria Angela Holguín, neste domingo, em Bogotá, depois de quatro horas de reunião com participação também do secretário-geral da União Sul-Americana (Unasul), Néstor Kirchner.

"Acredito que o chanceler Maduro e eu demos esse primeiro passo para um diálogo franco e direto com o objetivo de restabelecer relações marcadas pela transparência e franqueza", afirmou Holguín.

"O segundo passo será dado pelos presidentes na terça-feira, com uma reunião na Colômbia", acrescentou, em breves declarações na sede da chancelaria colombiana.

Em seguida, Maduro afirmou que seu governo está "realmente satisfeito" com a condução das conversas para solucionar a crise.

"Vamos atuar de maneira transparente", afirmou o chanceler venezuelano.

Crise diplomática
A expectativa é que no encontro Chávez e Santos restabeleçam relações diplomáticas, rompidas em julho pelo presidente venezuelano, depois que a Colômbia acusou a Venezuela de abrigar 1,5 mil guerrilheiros em seu território.

A Venezuela nega essas acusações e considera que a crise, deflagrada duas semanas antes de o Álvaro Uribe deixar a Presidência colombiana, era parte de uma "desculpa" para justificar uma intervenção armada da Colômbia em seu país, que a seu ver, conta com o apoio dos Estados Unidos.

Durante a reunião, Chávez conversou por telefone com Maduro e Kirchner para articular a data da visita. Ao vivo, em transmissão no programa Alô Presidente, o presidente venezuelano disse à Kirchner confiar nele a missão de organizar o encontro com Santos.

"O lugar poderíamos anunciar logo. Você tem essa missão. Confiamos em você", afirmou.

Chávez disse que a relação com a Colômbia deve ser construída passo a passo. "Temos que construir algo que foi pulverizado", disse Chávez.

"Se você compara a má vontade à boa, há uma (má vontade) em um milhão", acrescentou, ao fazer alusão ao governo do ex-presidente Álvaro Uribe, que a seu ver, não tinha interesse em manter boas relações com seu governo
Minutos antes da confirmação da visita de Chávez, Kirchner disse que a reunião foi "exemplar" e profundamente democrática.

"Estou realmente gratificado com este exemplo de responsabilidade", afirmou o secretário-geral da Unasul.

A presença de Kirchner na reunião fortalece o pedido venezuelano de que a crise fosse mediada pela Unasul. Na véspera, Santos disse que queria restabelecer os nexos com a Venezuela e Equador, mas disse não precisar de mediadores. "Agradeço a mediação na situação com a Venezuela (...), mas prefiro o diálogo franco e direto e tomara que seja o mais breve possível", afirmou Santos, no domingo, durante a posse.

Equador
Mais cedo, Maria Angela Holguín se reuniu com o chanceler equatoriano Ricardo Patino, na sede da chancelaria, em Bogotá, para costurar as medidas que serão tomadas entre ambos os governos para o restabelecimento de relações diplomáticas.

No sábado, o novo presidente Juan Manuel Santos entregou os arquivos supostamente encontrados no computador do líder guerrilheiro das Farc, Raúl Reyes, morto durante o bombardeio do Exército colombiano a um acampamento da guerrilha que havia sido instalado no Equador.

A invasão colombiana no Equador foi o pivô da ruptura de relações entre Quito e Bogotá, laços que ambos os governos trabalham agora para restabelecer. O governo equatoriano, no entanto, ainda espera a entrega das informações relacionadas ao bombardeio em seu país.

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