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10/08/2010 - 07h13

ONU: número de vítimas civis no Afeganistão cresceu 31%

O número de civis mortos ou feridos no Afeganistão cresceu 31% nos seis primeiros meses de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela ONU.

Apesar disso, houve uma queda no número de mortos ou feridos por conta de ações das forças militares lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo o relatório, 1.271 civis foram mortos (21% a mais que no ano passado) e 1.997 ficaram feridos entre janeiro e junho.

O levantamento indicou ainda que membros do Talebã e de outros grupos insurgentes foram responsáveis por 76% dos mortos ou feridos, enquanto nos primeiros seis meses do ano passado essa proporção foi de 53%.

De acordo com a ONU, o número de crianças mortas ou feridas cresceu 55% no período analisado, com 176 crianças mortas e 389 feridas.

A maioria das mortes e ferimentos teria sido provocada por ataques de insurgentes e bombas deixadas em ruas e estradas.

Segundo o relatório, 386 dos civis mortos e feridos nos primeiros seis meses do ano, ou 12% do total, foram responsabilidade das forças americanas, da Otan ou do governo afegão.

Impacto O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, vem repetidamente advertindo as potências ocidentais sobre o impacto das mortes de civis em ações da Otan no fomento à insurgência.

O comandante das forças dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão, general David Petraeus, admitiu o problema no início do mês, afirmando: "Cada morte de um civil afegão diminui nossa causa".

Pouco depois, um ataque aéreo da Otan matou até 25 afegãos que viajavam a um funeral na província de Nangarhar.

Em 2009, o então comandante da Otan, general Stanley McChrystal, emitiu instruções limitando as circunstâncias nas quais as suas tropas poderiam autorizar um ataque aéreo ou disparar contra edifícios.

O general Petraeus, seu sucessor, prometeu manter a mesma política.

Em sua própria tentativa de evitar perder o apoio da população civil, o Talebã emitiu seu próprio "código de conduta", pedindo aos seus membros que evitem a morte de civis.

As normas também proíbem os militantes do Talebã de tomar armas ou dinheiro dos civis mortos.

Em julho, uma série de documentos militares sobre a guerra no Afeganistão vazados pelo site Wikileaks sugeriu que muitas mortes de civis no país não são registradas.

Em janeiro, um outro relatório da ONU mostrou que o número de civis mortos ou feridos no conflito afegão havia aumentado 14% em 2009 em relação a 2008.

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