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11/08/2010 - 19h46

Greve por posse de montanha isola Estado na Bolívia

A greve geral que isola o Estado (departamento) boliviano de Potosí completou 14 dias nesta quarta-feira.
No centro da lista de seis reividicações dos manifestantes está a definição sobre a qual departamento pertence a montanha de Cerro Phawa, rica em recursos naturais e situada na fronteira entre Potosí e o vizinho Oruro, terra do presidente boliviano, Evo Morales.
"O Instituto Militar de Geografia já definiu que esta montanha pertence a Potosí e não a Oruro, mas fomos surpreendidos com a notícia de que o pessoal de Oruro começou a comercializar terras naquela área", afirmou à BBC Brasil o presidente do Comitê Cívico de Potosi, Celestino Condori.

O manifestante diz que a greve "é um protesto por tempo indefinido".

Isolamento
Segundo Condori, já chega a 2.200 o número de pessoas que aderiram à greve de fome.

O governador de Potosí, Felix Gonzalez, anunciou no ultimo sábado que estava aderindo ao protesto. Condori afirma que muitos manifestates já fazem greve de fome há uma semana.

Os manifestantes bloquearam as estradas de acesso a região, no sul do país. Bancos, escolas, universidades e o comércio também fecharam as portas.

O principal ponto turístico regional é o Salar de Uyuni, definido como a maior planície salgada do planeta.

"Tivemos que suspender vários pacotes de turismo dos estrangeiros que viajavam pra cá", disse Juan Carlos González, da agência de turismo Sin Fronteras.

A Associação de Turistas de Potosí diz que não há brasileiros entre os turistas isolados no local, que seriam cerca de 25, entre franceses, ingleses, espanhóis e argentinos.

O motorista de ônibus Miguel Callisaya disse à agência de notícias boliviana Red Erbol que não é possível sair do local porque os mineiros protestam com dinamites - artefato comum nas manifestações bolivianas.

O porta-voz da Presidência da Bolívia, Ivan Canelas, afirmou que existe uma intencionalidade política por trás da paralisação".

Segundo ele, os manifestantes são pessoas que querem "desestabilizar a democracia boliviana" e o governo estaria "aberto ao diálogo".

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