UOL Notícias Notícias
 
12/08/2010 - 10h17

Francesa soca companheiro de 71 anos até a morte e deixa corpo no freezer por dois anos

Uma francesa de 51 anos confessou ter matado a socos seu companheiro septuagenário e guardado o corpo durante quase dois anos em um freezer no apartamento do casal em Lyon, no sudeste do país.

Guylène Collober está presa e deve ser indiciada nesta quinta-feira por homicídio culposo, segundo o Ministério Público da França.

O corpo do aposentado Jean-François Poinard, de 71 anos, ex-dono de um antigo restaurante em um vilarejo nos arredores de Lyon, foi descoberto na terça-feira em uma batida da polícia no apartamento do casal.

"Trata-se provavelmente de uma briga violenta que terminou mal. O caso teria sido banal se o corpo não tivesse ficado por quase dois anos em um congelador", declarou o procurador de Lyon, Marc Desert.

Segundo ele, pode se tratar do caso de um homem vítima de violência doméstica.

"Isso acontece, mesmo que seja mais raro do que a violência contra as mulheres", disse.

Histórico de violência
O procurador descreveu a mulher como alguém de personalidade com tendências patológicas, "narcisista, possessiva e violenta".

"Ela isolou o companheiro de seus amigos, de sua família e dos vizinhos, que não o viam há bastante tempo", disse Desert.

As investigações iniciais revelaram que o aposentado foi visto várias vezes no bairro com marcas de violência no corpo.

De acordo com o procurador, a francesa havia declarado inicialmente aos investigadores que seu companheiro teria sido agredido por ladrões.

"No fim ela deu uma versão coerente dos fatos e confessou ter matado seu companheiro a socos em novembro de 2008. Desamparada, deixou o corpo na banheira por alguns dias antes de comprar um freezer para guardá-lo", afirmou Desert, em entrevista coletiva.

"As investigações permitirão confirmar ou não esta versão", disse o procurador, acrescentando que a autópsia do corpo levará alguns dias "em razão de seu estado de congelamento".

Histórico de violência
O alerta à polícia foi dado pela filha de Guylène Collober que, em estado de embriaguez, teria lhe confessado o crime.

Incrédula em um primeiro momento, a filha percebeu que via Poinard havia quase dois anos. Foi então que decidiu denunciar à mãe às autoridades.

Após tocar várias vezes a campainha do apartamento em vão, a polícia foi ao local com um chaveiro para arrombar a porta.

Segundo o jornal "Le Progrès", de Lyon, no momento em que a polícia conseguiu abrir a fechadura, Collober teria aparecido gritando para que os policiais não entrassem, pois "encontrariam alguma coisa".

O corpo foi rapidamente descoberto no freezer. Poinard estava em posição fetal, em pijamas e com um saco plástico na cabeça, ainda de acordo com o "Le Progrès".

O casal vivia junto desde 2001. O filho único do septuagenário, Jean-Stéphane, reside nos Estados Unidos desde 2007.

Em entrevista ao "Le Progrès", o filho afirma que a companheira de seu pai fez tudo para isolá-lo da família e dos amigos.

"Ele trocava de número de telefone o tempo todo e não queria que eu o passasse para ninguém, nem mesmo para minha mãe. Nos últimos tempos, era Collober que atendia quando eu ligava e ela dizia que meu pai ligaria de volta mais tarde", disse Jean-Stéphane.

"Ele nunca telefonou nem respondeu às cartas dos netos", disse o filho de Poinard.

Ainda segundo o jornal, as duas irmãs da vítima, amigos e conhecidos foram várias vezes ao apartamento do casal, mas nunca alguém abriu a porta.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host