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12/08/2010 - 14h17

Incêndios destruíram 25% das terras para cereais na Rússia, diz presidente

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou nesta quinta-feira que os incêndios que atingem várias partes do centro e do oeste do país já destruíram cerca de um quarto das terras usadas para o cultivo de cereais.

Em um discurso durante um encontro sobre o mercado de grãos, no sul do país, Medvedev disse também que o aumento no custo dos alimentos deve ser evitado e que seu governo irá monitorar os preços.

"Nós temos uma situação difícil, porque, no país como um todo, aproximadamente um quarto de todas as áreas de plantação de grãos foram queimadas", afirmou Medvedev em um discurso transmitido pelo canal de televisão estatal Rossiya 1.

"Infelizmente, muitos negócios estão à beira da falência devido às perdas nas plantações", disse o presidente russo, que prometeu ainda que seu governo irá oferecer ajuda financeira aos "agricultores que estiverem em situação mais crítica".

Produção
Na semana passada, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a suspensão até o final do ano das exportações de grãos devido à seca e aos incêndios.

A medida é uma forma de garantir o abastecimento doméstico.

A Rússia é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, centeio e cevada, e vende grãos principalmente para o Oriente Médio. No ano passado, 25% da sua produção foi vendida para o exterior.

Números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos nesta quinta-feira apontam que a produção de trigo da Rússia - que foi o terceiro maior exportador do cereal no ano passado - caiu 15% devido à seca e às temperaturas extremas.

Os problemas sofridos pela Rússia devem fazer com que a produção mundial do cereal neste ano caia aproximadamente 2,3%.

Incêndios
A Rússia continua combatendo incêndios florestais em várias regiões, embora o último boletim divulgado pelo Ministério de Situações de Emergência aponte que o número de áreas afetadas está em declínio.

Segundo o Ministério, o número de regiões afetadas nas proximidades de Moscou diminuiu em cerca de 25%.

O governo russo também afirmou que continua monitorando as áreas próximas a Chernobyl, palco de um desastre nuclear em 1986.

Ambientalistas temiam que incêndios pudessem fazer com que partículas radioativas que estão no solo se espalhassem ainda mais. O governo russo, no entanto, afirmou que não há aumento nos níveis de radiação.

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