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13/08/2010 - 16h41

Colômbia oferece recompensa por informações sobre autores de atentado

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ofereceu uma recompensa de 500 milhões de pesos (cerca de R$ 485 mil) para quem fornecer informações que levem à captura dos responsáveis pelo atentado com carro-bomba que atingiu na quinta-feira o centro financeiro de Bogotá, deixando ao menos nove pessoas feridas.

"(Oferecemos) recompensa de 500 milhões de pesos por informação que nos levem a capturar os responsáveis", afirmou Santos em uma cerimônia no Departamento de Cauca.

Em um dos discursos mais duros desde sua posse, há uma semana, Santos ordenou às Forças Armadas que incrementem o combate "contra o terrorismo" e disse que, por enquanto, as portas para um diálogo com a guerrilha estão fechadas.

"Até que os que querem dialogar sobre a paz não demonstrem vontade" a chave para o diálogo "estará bem guardadinha", afirmou Santos, ao condicionar a abertura de um diálogo com a guerrilha à libertação de todos os reféns em seu poder e ao abandono de práticas de "extorsão" e "terrorismo".

Embora tenha feito referências às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Santos disse que "não sabemos ainda (...) quem são os responsáveis" pelo atentado.

O novo presidente disse que se a intenção dos autores da explosão com carro-bomba era fazer com que ele repensasse a política de segurança, herdada do antecessor Álvaro Uribe, "o efeito foi contrário", já que ordenou o endurecimento da luta contra os grupos armados.

Responsáveis Um homem que disse ter falsificado a placa do veículo utilizado na explosão se entregou às autoridades colombianas nesta quinta-feira. O Ministério Público diz acreditar que ele poderá levar a informações que determinem os responsáveis pelo atentado.

Políticos e acadêmicos colombianos ouvidos pela BBC Brasil consideram que o atentado pode ser visto como uma mensagem para Santos e também poderia ter sido executado por grupos de extrema direita, como paramilitares, que estariam descontentes com o nível de distensão gerado por Santos nos primeiros dias de governo.

Outra hipótese é que as Farc, em uma tentativa de demonstração de força, teriam promovido o atentado para pressionar por uma saída dialogada do conflito armado.

Outro elemento que está sendo investigado pelo Ministério Público é a suposta suspensão da vigilância policial na zona afetada antes do atentado. De acordo com a rádio Caracol, que foi afetada pela explosão, há pelo menos três semanas a proteção policial no local foi eliminada.

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