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15/08/2010 - 12h29

Retirada em 2011 é condicional, diz comandante dos EUA no Afeganistão

O novo comandante das tropas internacionais no Afeganistão, o general americano David Petraeus, afirmou em uma entrevista transmitida neste domingo que não se aterá à data estabelecida pelo presidente Barack Obama para começar a retirada das tropas do país, em 2011.

Na entrevista à rede de TV NBC, Petraeus disse que se reservará o direito de dizer ao presidente Obama se considerar que a data prevista para a retirada é prematura.

"O presidente foi claro... esta é a data na qual o processo começa, mas depende das condições", afirmou Petraeus.

"Se as condições permitirem, faremos a transição para nossas contrapartes nas forças de segurança e no governo afegãos, para que isso permita uma redução responsável de nossas forças", disse ele.

'Missão dura'
A entrevista de Petraeus aconteceu após as forças americanas terem enfrentado, em julho, o maior número de mortes em um mês desde o início do conflito, em 2001.

Segundo o general, a missão no Afeganistão "é dura e permanecerá assim".

Obama estabeleceu 2011 como objetivo para o início da retirada das tropas americanas do Afeganistão ao mesmo tempo em que aprovou o envio de 30 mil soldados adicionais ao país, em dezembro de 2009.

Mas Petraeus disse que o progresso no Afeganistão apenas começou na segunda metade do primeiro semestre, quando o reforço nas tropas começou a chegar.

Petraeus assumiu o comando das forças internacionais no Afeganistão no mês passado, em substituição ao general Stanley McChrystal, demitido após criticar o governo Obama em uma entrevista.

Bin Laden
Durante a entrevista à NBC, o general disse ainda que a prisão do saudita Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, permanece como um dos objetivos principais da missão militar no país.

Ele descreveu Bin Laden como uma "figura icônica" para os insurgentes e disse que sua prisão é 'uma missão muito importante".

O general, que antes de assumir o comando no Afeganistão liderava as forças americanas no Iraque, afirmou que a reconciliação no país exigirá um diálogo com o Talebã e com outros grupos insurgentes.

"No Iraque, tivemos que enfrentar a questão: 'Vamos nos sentar à mesa com pessoas que têm sangue nas mãos?` E a resposta foi sim. Foi uma decisão que eu tive que tomar", disse.

Segundo ele, o Afeganistão tem grande potencial econômico. "O Afeganistão é abençoado com a presença de minerais que valem trilhões de dólares", disse Petraeus.

Neste domingo, o governo afegão anunciou que uma análise feita por especialistas afegãos e estrangeiros descobriu reservas de petróleo estimadas em 1,8 bilhão de barris no norte do país.

Anteriormente, o Afeganistão já havia dito que suas reservas minerais, incluindo grandes reservas intocadas de petróleo, gás, ouro e cobre, poderiam valer até US$ 3 trilhões.

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