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18/08/2010 - 17h55

Moscou amplia restrição à venda de bebidas alcoólicas

A prefeitura de Moscou anunciou nesta quarta-feira a ampliação da proibição de venda em lojas de bebidas com teor alcoólico superior a 15% das 22h até as 10h, em uma tentativa de reduzir a incidência de alcoolismo na população.

Até agora, Moscou vinha proibindo a venda de bebidas com mais de 15% de álcool entre 23h e 8h do dia seguinte, mas a lei possuía uma brecha que permitia que as lojas vendessem o produto livremente durante todo o dia e a noite, desde que recebessem uma permissão das autoridades.

As novas regras, que valem a partir de primeiro de setembro, liberam a venda de bebidas como cerveja e vinho, bebidas com menos álcool, mas restringe a comercialização de destilados como vodka e conhaque. Bares, hotéis e casas noturnas não são afetados pela nova proibição.

Recentemente, o governo do presidente Dmitry Medvedev instituiu uma política de tolerância zero com motoristas embriagados, para tentar diminuir o número de acidentes.

Diminuir consumo O governo estabeleceu também um preço mínimo para a vodka para combater o mercado ilegal do produto, responsabilizado pela morte de milhares de russos anualmente por oferecer bebidas fora de especificações de segurança.

Calcula-se que o abuso do álcool mate cerca de meio milhão de russos anualmente e reduza a expectativa de vida masculina do país a níveis inferiores aos de países mais pobres, como Bangladesh.

O governo russo anunciou a meta de diminuir o consumo alcoólico pela metade até 2020, além de combater a produção ilegal do produto.

O consumo médio per capita de álcool na Rússia é de 18 litros anuais, mais do que o dobro do limite recomendável pela Organização Mundial de Saúde.

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