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20/08/2010 - 23h24

Discurso antiamericano domina reunião de grupos de esquerda na Argentina

Um discurso marcado por críticas às políticas dos Estados Unidos dominou os quatro dias do encontro do Foro de São Paulo - grupo formado por partidos de esquerda latino-americanos, entre eles o PT - e se refletiu também no documento final da reunião, que terminou nesta sexta-feira, em Buenos Aires, Argentina.

"Rejeitamos o processo de militarização na América Latina e, especialmente, os Planos Colômbia e Mérida (México), peças com as quais o imperialismo norte-americano pretende garantir sua fragilizada e impopular hegemonia na América Latina", diz a declaração final do encontro, divulgada nesta sexta-feira.

No documento, os membros do Foro sugerem ainda que os países da América Latina adotem uma política conjunta para combater o tráfico de drogas e a criminalidade, sem, no entanto, entrarem em detalhes sobre a proposta.

Em relação à situação política da Colômbia, dominada há décadas por um conflito entre governo e guerrilhas de esquerda, os membros do Foro defendem uma saída "negociada", com mediação internacional e, entre outras medidas, a "liberação imediata dos que foram privados de liberdade devido ao conflito político".

Nos primeiros dias do encontro, representantes colombianos haviam afirmado que pediriam uma referência no documento final à "libertação dos reféns" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a retomada das negociações no país.

Esquerda
A declaração final do Foro foi lida pelo secretário-executivo do grupo e membro do Diretório Nacional do PT, Valter Pomar.

O texto traz ainda uma declaração de "solidariedade à Revolução Cubana". Durante a leitura do documento, todas as referências a Cuba e ao líder Fidel Castro foram bastante aplaudidas pelos participantes.

Segundo a organização, participaram do encontro 600 inscritos, de 54 partidos e 33 países.

No entanto, somente nesta sexta-feira, na hora da leitura e votação de cada parágrafo do documento final, a sala estava cheia, incluindo participantes em pé.

A reunião foi marcada pela preocupação dos organizadores em destacar que o Foro não tem ligação com as Farc. "Repetirei como um mantra. O Foro não teve e não tem ligação com as Farc", disse Pomar.

O encontro foi marcado também pela ausência de alguns setores da esquerda. No caso do Brasil, compareceram o PT, o PCB e o PC do B, mas o PPS, que integra o Foro e faz parte da chapa que apoia o candidato tucano à Presidência, José Serra, não mandou representante, assim como o PSOL.

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