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23/08/2010 - 18h09

Farc propõem reunião com Unasul sobre conflito na Colômbia

O governo colombiano rejeitou nesta segunda-feira a proposta das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) de expor a países da União das Nações Sul-Americanas, a Unasul, sua visão sobre o conflito na Colômbia, segundo a imprensa do país.

O vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, disse que as Farc devem "dizer ao povo colombiano que a violência não tem sentido".

Garzón disse também que os guerrilheiros devem liberar todos os reféns mantidos pelo grupo "incondicionalmente" e abandonar o terrorismo se quiserem inciar negociações de paz com o novo governo do presidente Juan Manuel Santos.

O vice do país rejeitou ainda a ideia de intermediários para resolver o problema da guerrilha, que já dura quatro décadas.

Proposta
Mais cedo na segunda-feira, as Farc divulgaram uma carta na qual propõe negociar com a Unasul uma forma de acabar com o conflito.

"Presidentes, em qualquer data considerada por vocês apropriada, gostaríamos de apresentar nossa visão do conflito colombiano a uma assembléia da Unasul", disse a mensagem.

As Farc vêm perdendo força desde que o governo resolveu mandar tropas para áreas controladas por guerrilheiros, eliminando seus principais comandantes.

O grupo também vem sofrendo com deserções embora ainda tenha força em áreas rurais e use o tráfico de cocaína para financiar suas operações.

A última vez que o governo colombiano negociou com as Farc foi entre 1999 e 2002, quando concedeu para a guerrilha uma área desmilitarizada no sul do país do tamanho do território da Suiça.

Quando as negociações fracassaram, o então presidente Álvaro Uribe instituiu uma política de linha-dura, com o aval do governo americano.

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