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23/08/2010 - 12h38

Polícia mata sequestrador após nove horas de tensão nas Filipinas

A polícia das Filipinas matou nesta segunda-feira um homem que havia sequestrado um ônibus com turistas na capital das Filipinas, Manila, encerrando nove horas de tensão.

Relatos da imprensa local indicam que pelo menos sete dos turistas, que seriam de Hong Kong, teriam morrido quando a polícia tentou tomar o ônibus, o que resultou em um tiroteio com o sequestrador.

A TV local mostrou pelo menos quatro pessoas saindo do veículo por uma janela. Mais cedo, nove haviam sido libertadas e o motorista escapou, deixando 15 pessoas a bordo.

O ex-policial Rolando Mendoza foi identificado como o responsável pelo sequestro, que foi acompanhado ao vivo por emissoras em todo o mundo.

Ele estava armado com um fuzil M16 e teria pedido carona ao motorista do ônibus, antes de sequestrar o veículo.

Exonerado A polícia afirmou que 25 pessoas foram feitas reféns no fim do domingo, sendo que 22 seriam turistas de Hong Kong, e outras três, filipinas - o motorista, um guia e um fotógrafo.

Mendoza, um detetive que foi expulso da polícia filipina em 2008 por acusações de roubo e de tráfico de drogas, teria exigido seu emprego de volta para libertar os reféns, segundo a imprensa local.

Na segunda-feira, o sequestrador colocou uma placa na janela do ônibus, afirmando que a crise seria resolvida até as 3h da tarde de segunda-feira (4h da manhã, no horário de Brasília), mas nada aconteceu após o término do prazo.

Segundo a correspondente da BBC no sudeste asiático Rachel Harvey, depois de horas de uma calma relativa nas negociações entre o criminoso e a polícia, o sequestrador disse a uma rádio local que estava disposto a matar alguns dos reféns. Pouco depois, disparos foram ouvidos.

Policiais armados então cercaram o ônibus e quebraram janelas na tentativa de entrar.

Quando conseguiram, foram recebidos com mais tiros e tiveram que recuar por um momento, voltando a invadir o veículo em seguida.

Pouco depois, imagens de TV mostraram o corpo de um homem, que seria o sequestrador, caído na frente do ônibus. Ele teria sido atingido por atiradores de elite da polícia.

Harvey disse que Mendoza teria recebido treinamento em táticas policiais e, por isso, saberia o que esperar das forças de segurança nessa situação - o que levou a polícia a aumentar sua cautela.

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